
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta sexta-feira (16) oito suspeitos de envolvimento em atos de recrutamento e promoção de organização terrorista. O grupo foi identificado pela Operação Hashtag, antes da Olimpíada do Rio de Janeiro neste ano. Todos estão presos temporariamente na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), conforme o MPF. O procurador Rafael Miron pede que os suspeitos fiquem detidos preventivamente.
Aos suspeitos foram atribuídos os crimes de promoção de organização terrorista, associação criminosa, incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos e por recrutamento para organização terrorista.
O MPF afirma que os denunciados, por meio de publicações em redes sociais e de troca de materiais e diálogos em grupos de aplicativos, demonstraram intenção de ação terrorista durante os jogos olímpicos do Rio de Janeiro.
A denúncia lembra que as autoridades brasileiras receberem um relatório do FBI sobre os envolvidos, expõe imagens de execução de prisoneiros do Estado Islâmico e traz trechos das conversas entre os suspeitos. Os denunciados chegaram a discutir a possibilidade do grupo se associar a uma facção criminosa para obter financiamento para a “causa”, de acordo com a denúncia.
Logo após a deflagração da primeira fase da Operação Hashtag, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reconheceu que embora o grupo fosse simpatizante do Estado Islâmico, nenhum deles teve qualquer contato com integrantes da facção terrorista. Segundo ele, trata-se de uma “célula absolutamente amadora”, porque não tinha “nenhum preparo”.