O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou um inquérito civil para investigar se a empresa de marketing multinível Cidiz, com sede em Recife, está atuando como pirâmide financeira – modelo comercial previsivelmente não-sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas. A instauração da investigação foi publicada na edição desta sexta-feira (5) do Diário Oficial do Estado e é assinada pelo promotor Alexandre da Cunha Lima, da Promotoria de Defesa do Consumidor da comarca de Natal.

A Cidiz informa que adotou o sistema de vendas diretas por modelo multinível para atuar no mercado de moda, onde comercializa peças de vestuário, calçados e acessórios. Para o sócio-diretor da empresa, Tiago Hurtado, é preciso diferenciar a Cidiz de empresas que geram rendimentos sem a venda de produtos. “Para o colaborador ganhar, ele tem de vender o produto e gerar resultado para a empresa. Isso comprova que o modelo de negócio é economicamente sustentável”, ressalta.

Para a instauração do inquérito, de acordo com a publicação, o promotor Alexandre da Cunha Lima levou em consideração “a necessidade de instaurar procedimento administrativo com o escopo de averiguar se a empresa ora investigada está funcionando de forma regular, já que inúmeras pessoas têm entrado no sistema objetivando ganhos financeiros incompatíveis com a realidade do país,  algumas fazendo empréstimos e desfazendo-se de bens  com o desígnio de  ser um divulgador da empresa”.

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