O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), que foi candidato a prefeito na última eleição, declarou esta manhã que uma parte do Partido dos Trabalhadores optou por ter cargo na gestão do prefeito eleito, Carlos Eduardo Alves. Ele também defendeu independência e autonomia do partido em relação ao governo municipal.

“Uma parte do PT que optou por assumir cargo. Quando a gente aprovou, no dia 11 de outubro, a resolução da legenda, foi por unanimidade. Não vou mudar. Quero ser coerente quanto à discussão e quero contribuir para a cidade do Natal”, afirmou o deputado, durante entrevista esta manhã.

Mineiro lidera uma das correntes do PT que no último sábado prevaleceu e ratificou a posição do partido de não participar, indicando cargos, na administração que assume a Prefeitura em janeiro. O parlamentar disputou a prefeitura, ficando em terceiro lugar, com 85.915 votos, ou 22,63% do eleitorado que votou.

Na terça, o médico, pró-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e ex-assessor do Ministério da Saúde, Cipriano Vasconcelos, um dos fundadores e atuais filiados ao PT, confirmou que aceitou ser o futuro secretário de Saúde de Natal, atendendo a um apelo pessoal do prefeito eleito Carlos Eduardo, contrariando a resolução do PT. Ele afirmou, para completar, que não pedirá desfiliação da legenda, recorrendo de eventual processo de expulsão, já anunciado pelo presidente do Diretório do PT em Natal, Carlos Araújo.

Líderes estaduais do PT como a deputada federal Fátima Bezerra anunciaram apoio a Cipriano. Em entrevista ao Jornal de Hoje, Fátima defendeu que o PT reveja, diante do convite que Carlos Eduardo fez a Carlos Araújo, por telefone, e que o PT participe da administração. Além de Fátima, o vereador eleito Hugo Manso (PT) também apoia Cipriano e defende a participação do PT na futura administração do PDT.

Carlos Eduardo teria oferecido a Secretaria de Saúde de “porteira fechada” para o PT, cobrando, em troca, que o partido garanta o bom funcionamento do setor, um dos mais problemáticos da administração municipal. A corrente que defende a ida de Cipriano para a pasta aponta a alta capacidade gestora e política do petista, que teria encontrado o respaldo de profissionais da área médica e também de servidores da secretaria.

Mineiro endossa publicamente a competência do – ainda – companheiro de partido e diz, inclusive, que Cipriano foi convidado para ser seu vice na campanha. Contudo, para ele, o que há é uma posição partidária, municipal, que deve ser respeitada. E que a corrente contrária a esta posição está tão somente de olho nos cargos da Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Jornal de Hoje

 

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