Com a adesão dos petroleiros do Campo de Pargo, sobe para 40 o número de plataformas em greve na Bacia de Campos, no norte fluminense. Dessas, 21 estão sendo operadas por equipes de contingência da Petrobras e duas não aderiram à greve, iniciada na quinta-feira (17), por tempo indeterminado. De acordo com o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes, a paralisação na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, também está com a troca de turno suspensa, mas o abastecimento de gasolina e diesel para os postos de combustíveis não está prejudicado, porque os dutos da refinaria distribuem os derivados de petróleo direto para os tanques das distribuidoras. O mesmo acontece com o gás distribuído pela Companhia de Gás (CEG), que também recebe o produto direto por dutos. O fornecimento para as residências está normal.
Moraes disse que o uso das tropas federais para garantir a realização do leilão do Campo de Libra, que será no Hotel Windsor Barra, na segunda-feira (21), não impedirá que os petroleiros façam um ato público contra a privatização do campo do pré-sal da Bacia de Santos. “Nós vamos participar do ato, com apoio dos movimentos sociais, mas o mais importante para nós é a manutenção da greve.” A segurança da região da Barra da Tijuca onde ocorrerá o leilão será feita pelo Exército, com reforço da Marinha, da Força Nacional e da Polícia Militar, a partir da madrugada de domingo (20), com patrulhamento ostensivo na faixa do litoral e nas vias do entorno do Hotel Windsor. A área de atuação das forças de segurança está delimitada pelas avenidas Lúcio Costa, Érico Verissímo, Armando Lombardi, Afonso Arinos de Melo Franco e o Canal de Marapendi.
