O processo de modernização das casas de farinhas e a diversidade dos produtos derivados da mandioca no Rio Grande do Norte chamaram a atenção de instituições ligadas ao setor produtivo da República de Cabo Verde, um arquipélago formado por dez ilhas situadas no continente africano.

Representantes da Agência para Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) participaram nesta terça-feira (2) de uma visita técnica no Agreste Potiguar a empresários e produtores, apoiados pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, ligados à cadeia produtiva. A ideia é levar conhecimento técnico para valorizar a atividade no país africano e aumentar os postos de trabalho nesse segmento.

A missão faz parte do convênio entre o Sebrae a agência cabo-verdense para troca de experiências nas áreas de tecnologia e inovação. De acordo com a técnica da Unidade de Desenvolvimento Empresarial da ADEI, Marta Mareque, a atividade agrícola em Cabo Verde é basicamente de subsistência, já que o país não tem um sistema de transporte eficiente para escoar a produção entre as ilhas, o que inviabiliza o estoque de gêneros alimentícios.

A proposta é iniciar um projeto privado que valorize a mandiocultura no Vale do Fajã, situado na ilha de São Nicolau, um dos principais polos de cultivo de mandioca em Cabo Verde.

O projeto foi idealizado por Alita Dias, que participou da visita ao Rio Grande do Norte, e será implementado junto à associação de agricultores da ilha. Segundo ela, a intenção é fomentar e valorizar a cadeia produtiva da mandiocultura, ampliando os rendimentos das famílias envolvidas, e aumentar o número de postos de trabalho nesse setor. “A partir do que foi observado aqui (RN), vamos fazer o levantamento das áreas e dos produtores para elaborar um plano de negócio que mostre a viabilidade da atividade”, diz Alita Dias.

Fonte: Sebrae/RN

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