O pacote de redução das tarifas de energia elétrica ofertado pelo governo ao mercado promete reduzir os custos de produção da indústria brasileira. A desoneração, no entanto, não será suficiente para colocar a eletricidade num novo patamar de competitividade em relação às demais fontes que compõem a matriz energética industrial.

De acordo com projeções do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), elaboradas a pedido da Brasil Energia, a energia elétrica deve continuar sendo a fonte mais cara no principal mercado consumidor do país, o Sudeste – responsável por mais da metade do consumo industrial de eletricidade no Brasil. Mesmo com a redução máxima prevista nas tarifas, de 32%.

Nos demais mercados as perspectivas são melhores, mas nem tanto. A previsão é que a energia elétrica passe a ser mais barata apenas que o GLP, consumido em geradores e fornos, por exemplo, sobretudo no Centro-Oeste, onde os custos de frete do combustível desde as refinarias são maiores. Isso, claro, se houver a desoneração tarifária máxima prometida pelo governo.

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