As conexões telefônicas internacionais, os sinais de televisão e alguns serviços de internet dependem necessariamente do uso de satélites que, devido à enorme quantidade de lixo espacial que orbita ao redor da Terra, se encontraram ameaçados. Especialistas das Nações Unidas (ONU) e da a agência espacial americana, Nasa, já fizeram diversos alertas sobre o crescente perigo do lixo espacial, inclusive para a vida dos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Carcaça de foguetes, satélites abandonados e, inclusive, lixo procedente de mísseis orbitam ao redor da Terra em grande velocidade de cerca de sete quilômetros por segundo, o que também ameaça o futuro da exploração espacial. No total, há 500 mil resíduos espaciais de diversos tamanhos no espaço, embora somente 20 mil sejam considerados os mais perigosos, ou seja, com pelo menos dez centímetros.
Uma só colisão entre dois satélites ou grandes pedaços de carcaças podem gerar milhares de pequenas peças, cada uma delas capaz de destruir outros artefatos espaciais. Até o momento não existe nenhuma tecnologia capaz de limpar o espaço desta ameaça, enquanto a única coisa que pode ser feita neste aspecto é fazer com que os lançamentos espaciais sejam mais limpos.
Os satélites que fornecem os sistemas de localização global, como o americano GPS, o europeu Galileu e o russo Glonass – e os de previsões meteorológicas, entre outros, também correm o mesmo perigo. Segundo as previsões da Agência Espacial Europeia, o lixo espacial triplicará nos próximos 20 anos.