A Irmandade Muçulmana egípcia anunciou hoje (4) que não vai participar de qualquer diálogo com as novas autoridades do país e voltou a condenar o “golpe de Estado” em que foi deposto o presidente Mouhamed Mursi. “Anunciamos nossa categórica rejeição do golpe de Estado contra o presidente eleito e a vontade do povo, e recusamos participar de qualquer diálogo com o novo governo”, diz comunicado divulgado pela Irmandade Muçulmana na sua página na internet.

A Justiça egípcia proibiu a saída do país do presidente deposto, que está em lugar desconhecido e será investigado por acusações de insulto ao Poder Judicial, assim como oito dirigentes da Irmandade Muçulmana. De acordo com fonte dos serviços de segurança, a Polícia Militar deteve hoje o líder supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, a pedido da Procuradoria egípcia

Em comunicado, o partido salafista Al Nur, que ficou em segundo lugar nas eleições legislativas egípcias, considerou a experiência de Mursi no governo “um fracasso, em consequência de práticas equivocadas que conduziram a uma divisão da sociedade egípcia”.

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