Hospital Onofre Lopes, em Natal. HUOL — Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

A greve de servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), inciada nesta segunda-feira (30), afetou os atendimentos de pacientes nos hospitais universitários do Rio Grande do Norte nessa terça (31).

Os hospitais universitários no estado são:

  • Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal;
  • Hospital Escola Maternidade Januário Cicco, em Natal;
  • Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz.

 

De acordo com a Ebserh, serviços essenciais, como UTIs e enfermarias, seguem mantidos nas unidades de saúde.

Já os atendimentos ambulatoriais, exames e cirurgias eletivas funcionam de forma parcial, podendo haver cancelamento ou remarcações, de acordo com a Empresa.

A greve acontece nacionalmente. Os servidores cobram reajuste salarial e também do vale-alimentação.

A Ebserh informou que segue com as negociações do acordo coletivo de trabalho de 2026 para 2027 com os representantes dos trabalhadores.

Pacientes ficam sem atendimento

Na tarde desta quarta-feira (31), alguns pacientes que tinham consultas e exames marcados ficaram sem atendimentos no Hospital Universitário Onofre Lopes.

Esse foi o caso do agricultor João Antunes, de 50 anos, que viajou cerca de 115 km de Santa Cruz para Natal para uma consulta agendada com o cardiologista, que não ocorreu.

“De seis em seis meses a gente vem. Cheguei ao meio-dia, mas às 13h30 liberaram a gente porque não tinha quem fizesse o ‘eletro’ [eletrocardiograma], os procedimentos para o médico atender”, lamentou.

“Eu acho muito desgaste para a gente, principalmente. Para a gente que é cardíaco, doente, muitas pessoas, não só eu. Poderia avisar, ligar, dizer que não tinha mais consulta”, lamentou.

 

A agricultora Gorete Bernardino também reclamou da falta de aviso por parte do hospital. Ela precisou fazer uma viagem ainda mais longa: saiu de Serra de São Bento, cidade distante cerca de135 km de Natal, para acompanhar o marido Paulo Sérgio Ramos na consulta.

“Poderia avisar, que a gente mora no interior. Não é fácil. Aí a gente não pode fazer nada, tem que sair caladinha. Se está essa greve, poderia ter ligado, avisado, que a gente não tinha vindo”, disse.

O marido relatou que faz acompanhamento médico desde que sofreu um infarto.

Fonte: G1RN

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