O julgamento sobre supostas negociações entre funcionários do governo e representantes da máfia após uma série de ataques com bomba e assassinatos nos anos 1990 começou nesta segunda-feira (27) na Sicília. Segundo a acusação, os membros do governo concordaram em ser menos severos com os integrantes da máfia, reduzindo o número de detenções e melhorando as condições de prisão, em troca do fim dos ataques. Dez pessoas, entre elas o ministro do Interior da época, Nicola Mancino, e o chefe da máfia Toto Riina, estão no banco dos réus. Os ex-chefes da máfia Riina, Leoluca Bagarella e Antonio Cina, assim como os foragidos Giovanni Brusca e Massimo Ciancimino, também são julgados.Como parte da investigação, os promotores ouviram uma conversa telefônica entre Mancino e Napolitano, o que provocou um confronto entre a procuradoria e a presidência italiana. Por decisão de um tribunal, a fita foi destruída e o conteúdo não foi revelado.

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