
A angustia é um sentimento que começa a se estender entre a população de Jeremie, no sudoeste do Haiti, perante a falta de água e de alimentos. Oito dias depois de o furacão Matthew arrasar a cidade, a ajuda humanitária ainda não consegue chegar.
A Polícia Nacional do Haiti patrulha constantemente a cidade e as ruas próximas e não duvida na hora de sufocar a menor ameaça de revolta, como a que se desencadeou esta semana, quando um grupo de homens bloqueou uma das ruas de acesso ao centro. Pelo menos um foi detido depois que duas barricadas foram montadas para exigir a entrega de comida, bebida e remédios que parecem nunca chegar.
Os colégios que se tornaram abrigos para a população, como o Sainte Marguerite d’Youville, acolhem centenas de pessoas e são um perfeito reflexo da urgência que é a chegada de ajuda.
Além dos problemas logísticos causados pela dificuldade de acesso às regiões mais castigadas, outra razão para a demora é a falta de coordenação institucional, que continua impedindo o desenvolvimento de uma ação humanitária eficiente para atender as necessidades básicas da população.
Fonte: Agência EFE