Assis Marinho é paraibano radicado no Rio Grande do Norte — Foto: Maycon Saraiva
Assis Marinho é paraibano radicado no Rio Grande do Norte — Foto: Maycon Saraiva

A exposição “Hoje Tem Espetáculo – O Universo Poético de Assis Marinho” foi aberta oficialmente neste sábado (28), na Pinacoteca Potiguar, em Natal.

A mostra homenageia Assis Marinho, reconhecido como um dos mais expressivos nomes da pintura potiguar, e permanece aberta gratuitamente ao público até o dia 29 de março.

A exposição tem curadoria de Manoel Onofre Neto, expografia e identidade visual do Estúdio Barros, com obras reunidas a partir de coleções particulares. “Assis é um artista de grande reconhecimento popular, dono de trajetória marcada por resistência e singularidade estética”, afirmou o curador.

A mostra organiza-se em seis núcleos que entrelaçam vida e obra. O percurso começa com “O Quixote Sertanejo – O Artista e seus Espelhos”, evocando a figura do idealista que enfrenta adversidades. Em “Ciranda dos Sonhos – Infância e Imaginação”, a infância surge como território de abrigo e fantasia.

“Arena do Sertão – Memória, Festa e Resistência” apresenta os contrastes do sertão, da seca às celebrações populares. Em “Procissão da Poesia – O Sagrado em Cena”, a espiritualidade se aproxima do cotidiano.

A chegada a Natal inspira “Entre Marés – Desfrute à Beira-mar”, com jangadas, pescadores e a emblemática Santa Ceia dos Pescadores. O percurso se encerra com “Em Torno do Beco – Boêmia e Resistência”, mergulho no universo do Beco da Lama, em diálogo com esculturas do mestre seridoense Ivan do Maxixe.

Sobre o artista

Francisco de Assis Marinho de Farias desenvolveu uma obra de forte matriz regional e caráter expressionista. Nascido em 4 de fevereiro de 1960, em Cubati (PB), migrou ainda criança para São João do Sabugi, no Seridó potiguar. Jovem, fixou-se em Natal, onde manteve ateliê no bairro de Mãe Luiza. Em suas telas, retrata também personagens do cotidiano, figuras do sagrado – como São Francisco e Jesus Cristo – e referências universais, como Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, metáfora recorrente de sua própria travessia.

Autodidata, Assis Marinho construiu uma linguagem própria, sendo associado pela crítica a nomes como Thomé Filgueira e Newton Navarro. Seu domínio do giz de cera, explorado com vigor expressionista, resultou em vasta produção, com obras presentes em galerias e acervos públicos e privados no Brasil e no exterior.

Fonte: G1RN

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