A seca reduziu a produção de telhas e tijolos no Rio Grande do Norte e provocou a demissão de ao menos 100 trabalhadores só em Parelhas – maior produtor de telhas do estado. O problema, registrado este ano, foi agravado pela queda no número de encomendas ao setor. Em Parelhas, ao menos oito das cerca de 40 cerâmicas teriam fechado em 2013. Não há um levantamento que mostre o impacto negativo da estiagem em todo o estado, mas as perdas não estão restritas ao município. Em algumas cerâmicas, houve queda de 40% na produção.
A queda no nível do reservatório, que tem capacidade para armazenar até 84,7 milhões de metros cúbicos e também abastece outros municípios da região, já preocupa. O nível, segundo levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (Serhid/RN), já está em 24,76%. O Boqueirão é o sétimo reservatório em pior situação, considerando os 13 incluídos no levantamento no estado.
A situação em Carnaúba dos Dantas não é muito diferente, observa Francisco Dantas Bezerra, que é empresário do setor e presidente da Associação das Cerâmicas do Vale de Carnaúba, são vinte cerâmicas associadas e todas tiveram que reduzir o número de funcionários e diminuir a produção. A tendência, afirma Vargas Solinz, presidente do sindicato da indústria cerâmica do RN, é que a situação se agrave. O RN hoje conta com 186 cerâmicas. O número de empregados nas fábricas chega a 7,4 mil.