O escritor e pesquisador Lira Neto – autor de uma obra em três volumes sobre a vida do ex-presidente Getúlio Vargas – tomou sua decisão: se a lei que obriga autores a terem autorização de biografados e herdeiros não mudar, sua carreira de biógrafo termina aqui. O livro de Lira, “Getúlio: Dos Anos de Formação à Conquista do Poder”, ficou em terceiro lugar na categoria biografias do Prêmio Jabuti, anunciado nesta quinta-feira, 17. Lira é autor ainda de biografias como a do ex-presidente Castello Branco, “Castello: A marcha para a ditadura”; da cantora Maysa, “Maysa – Só Numa Multidão de Amores”; e de Padre Cícero, “Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão”.

 A decisão de Lira vem dias depois de o biógrafo Mario Magalhães, anunciado como o vencedor do Prêmio Jabuti pela biografia que fez do guerrilheiro Carlos Marighella, dizer que não vai mais escrever livros do gênero se a lei não for modificada: “Desisto de biografias, enquanto perdurarem os ameaçadores garrotes da censura. Maluquice como a que eu cometi, somente uma vez na vida, e olhe lá. Marighella foi minha primeira e, se nada mudar, última biografia”, escreveu em seu blog.

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