A escalada de violência no Brasil já atingiu proporções inaceitáveis. Em todos os lugares só se fala disso. E é visível e unânime a sensação de que a coisa está ficando fora de controle.
Não há mais região no país em que as pessoas estejam livres desse medo coletivo. E todos se perguntam como e quando o governo vai agir para estancar essa situação anômala.
No Rio, a morte do cinegrafista da Bandeirantes mostrou quão inoportuna é a atuação dos chamados Black blocks. Que agora atingiu seu ápice, fazendo a primeira vitima fatal. A quem interessa esse tipo especifico de violência?
Aqui no estado as pessoas se surpreenderam com o assassinato do jovem lutador de MMA, Luiz de França. O crime teve outra vertente, mas foi igualmente chocante e digno de repudio. Como o do também lutador Guilherme Rodrigues, um dia depois.
Essa insegurança é fruto de que? Por que a violência deixou de ser problema das grandes cidades, e já atinge até os nossos grotões? Talvez seja a hora de se rever muitas coisas no país.
Como o desequilíbrio entre direitos e deveres, que contribui para a falta de cidadania; as leis que favorecem a impunidade; a questão da maioridade penal; a precariedade do nosso sistema prisional; e a frágil política de segurança publica. Entre muitas outras questões.
Nelson Freire
