A situação delicada dos reservatórios das hidrelétricas levou empresários do setor de energia a entregar uma carta ao governo federal. Foram mais de três horas de reunião no Palácio da Alvorada, para analisar o nível dos reservatórios e o custo do acionamento de usinas termoelétricas. Mas, no final, nenhuma medida foi anunciada. O nível dos reservatórios das hidrelétricas continua baixo. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste que abastecem 70% do país chegou a 34,6% em fevereiro, volume parecido com o de fevereiro de 2001, o ano do apagão, quando ficou em 33,4%. Na reunião, o governo também discutiu como pagar os custos das termoelétricas, movidas a combustíveis como gás natural, carvão e óleo diesel. Elas foram acionadas para economizar a água dos reservatórios. Por causa dessas usinas, a energia já ficou mais cara nas distribuidoras, e isso afeta diretamente os grandes consumidores do país.
