Dizem por aí que a beleza, de uma forma geral, é algo subjetivo. Não poderia deixar de ser. A estética e a harmonia embutidas na anatomia de superfície do corpo humano estabelecem os seus limites e seus próprios dogmas de fé.
Os seios por exemplo, e suas formas arredondadas e firmes: a parte inferior ligeiramente mais volumosa que a superior, dando aquela aparência de “gota” natural.
As nádegas, também: aquelas partes carnudas e arredondadas da região posterior das coxas, boladas pelo Criador para a sustentação corporal. Imaginem elas separadas por um minúsculo “fio dental” a fazerem bamboleios estrondosos em qualquer praia tropical.
Afinal , a liberação dos hormônios sexuais está aí pra causar tal espanto. Do mesmo modo, um rosto hígido, a elasticidade e o turgor da pele vencendo a instalação das rugas, enquanto podem.
Seria o caso de se conjecturar. Será que as mulheres seriam mais belas nuas que vestidas? Dogmas outros dificultam, de um certo modo, a situação em pleno ar. E o tempo passa e a gravidade vence. Mas, e daí ? Somos adultos e vivemos num país livre.
A gente deveria, sempre que possível, fazer a coisa certa. Quando a gente acha que uma coisa é certa , deveria-se pô-la prática ( a ênclise é proposital ).
Vc pensa assim? Eu, definitivamente, sim.
Um dia eu disse “não” e sobrevivi para me arrepender. Se sair por aí, corro perigo. Mas continuo sendo a consciência do cosmo. Cedinho, olhando pro mar de Pirangi, após uma noite tempestuosa, desci e sentei pro café da manhã. Vou começar bem o dia.
Café? Sim, bem forte, com açúcar, e num copo bem cheio. Algo mais, senhora? Não, obrigada. Enquanto aguardava, fiquei comigo e meus botões.
Existe gosto pra tudo. Quando uma coisa é inevitável, ela sempre acontece. E pronto!
José Delfino – Médico, músico e poeta
