O Custo Unitário do Trabalho (CUT), indicador que mede a relação entre o custo da hora trabalhada e a produtividade do trabalhador, cresceu 7,2% no Brasil no ano passado, o que significa diminuição da competitividade dos produtos brasileiros diante de concorrentes estrangeiros. É o que mostra nota técnica divulgada ontem (4) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com a pesquisa, no acumulado de 2011 e 2012, o CUT no Brasil subiu 11,3%.
O aumento do CUT afeta de forma especial a indústria brasileira, assegurou o economista. “A indústria é uma tomadora de preços no mercado internacional. Portanto, ela só pode praticar, no máximo, o preço do mercado externo. Caso contrário, perde para os importados. A grande questão é a que custo a indústria nacional consegue produzir”.
Treze dos 15 segmentos que compõem a indústria da transformação mostraram aumento no custo do trabalho, com destaque para o setor têxtil, que acumulou alta de 25,3% entre os anos de 2011 e 2012. Em seguida, aparecem material de trasporte, com alta de 21,3%, e máquinas e equipamentos (21%). Segundo a Firjan, esse movimento reflete queda significativa de produtividade dos três setores, no período analisado.
