Os funcionários dos Correios retornaram hoje ao trabalho, após 16 dias de greve. O retorno foi determinado nesta quinta-feira (27) pelo Tribunal Superior Federal (TST) que julgou o dissídio dos Correios após uma série de tentativas sem sucesso de acordo entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Em sessão extraordinária, além de determinar o retorno imediato dos funcionários às atividades, o TST aprovou o reajuste de 6,5% para salários, funções e benefícios a serem pagos pela ECT, e decidiu que os dias parados devem ser integralmente compensados.

Os funcionários tiveram boa parte de suas reivindicações atendidas, pois além da reposição da inflação, terão também ganho real. Com o reajuste, o salário-base inicial dos carteiros que é de R$ 942,75, passará para R$ 1.004,02. Além disso, todos os benefícios serão reajustados.

O vale-alimentação e o vale-refeição passarão de R$ 25,00 para R$26,62 ao dia para cada um deles. O reembolso babá/creche de R$ 384,95 aumentará para R$ 409,97. O auxílio para dependentes de cuidados especiais, que hoje vale R$ 611,02 passará a R$ 650,73. Além desses benefícios, o vale cesta que atualmente é de R$ 140,00 valerá R$ 149,10 e o crédito extra, fornecido no final do ano, terá o valor de R$ 612,26. O único benefício que não sofrerá alteração será o plano de saúde.

Em Natal, a greve dos Correios não causou grandes impactos à população, pois apesar da paralisação, as agências funcionaram com normalidade. No Rio Grande do Norte, dos cerca de 1,4 mil funcionários distribuídos entre setores administrativos e operacionais, apenas 82 aderiram ao movimento. Destes, 72 são carteiros.

Os maiores problemas para a população se deram pelo atraso no recebimento de correspondências e encomendas. Da carga dos últimos seis dias de paralisação, 89,8% foi entregue no prazo, o que equivale a 191,3 milhões de cartas e encomendas.

Fonte: JH

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