Nessa quarta-feira (24), os israelenses chegaram às urnas para votar de forma espontânea, já que o voto não é obrigatório por aqui e mesmo assim, 65% do eleitorado apto a votar compareceu ao exercício do voto. No entanto, os resultados após 90% dos votos apurados, não indicam, como havíamos previsto, que se terá uma definição de quem irá formar o Parlamento. Embora o partido do atual Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu, o Likud tenha obtido trinta cadeiras, o premier não está conseguindo formar uma coalizão que dê maioria no Parlamento de sessenta e uma cadeiras.
Do outro lado, Yair Lapid, do Partido Futurista (Yesh Atid), obteve dezessete cadeiras na “Knesset”, como é conhecido o parlamento israelense. Ele se encontra em situação até pior do que Netanyahu, no que tange ao número de cadeiras no parlamento, mas tem maior chance com uma ampla coalizão. Mas, tudo dá a entender que haverá necessidade da quinta eleição em dois anos. Vale ressaltar que a surpresa dessa eleição ficou a cargo de Benny Gantz, já que se pensava que ele não teria condição de sequer continuar no Parlamento e ele conseguiu oito cadeiras. Desta maneira, se não ocorrer uma mudança drástica nos 4% restantes a serem apurados, Israel gastará mais cerca de R$ 3,5 bilhões para elaborar uma nova eleição.
Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)
