COGUMELO NUCLEAR –

Alguém duvida que se o Irã possuísse algum artefato nuclear e ao se ver acuado como agora não o lançaria sobre Israel ou algum outro país inimigo seu no Oriente Médio? Acredito que a resposta seja positiva, porque se trataria da sobrevivência de um regime político ditatorial sob o comando de iatolás desde 1979.

Tal observação serve de esteio para uma análise ampla acerca do risco que corremos para um embate de proporções gigantescas onde o uso de artefatos nucleares seriam passíveis de utilização. Quanto a Israel ao se ver ameaçado não paira qualquer incerteza de que assim também agiria na salvaguarda de seu território.

É sabido que China, Rússia e grande parcela de países da Ásia são abastecidos pelo petróleo extraído da Venezuela e do Oriente Médio. O combustível fornecido pelo país de Nicolás Maduro está sob o controle do Estados Unidos, daí a pergunta que paira no ar no momento: as potencias acima citadas ficarão “a ver navios” caso fiquem privadas do petróleo dos iatolás e demais países do Golfo Pérsico?

A incógnita é cruel, como hedionda seria a resposta de Xi Jinping (China) e Putin (Rússia) se tolhidos ficassem de suas principais fontes de energia. O silêncio de Putin até que se admite, pois está envolvido em retomar todo o território ucraniano, mas, quanto ao todo-poderoso mandatário da China, sua mudez é preocupante.

Não possuo o conhecimento de especialistas políticos, tampouco sou arauto do Apocalipse, atuo apenas como um mero observador e leitor dos acontecimentos mostrados no dia a dia pela imprensa mundial. Daí emitir as minhas avaliações como um ser pensante.

Não enxergo extremismo em minhas palavras. O próprio Vladimir Putin, em fevereiro de 2022, ameaçou lançar mão do seu arsenal nuclear caso houvesse interferência de outras potencias do ocidente na guerra travada contra a Ucrânia.

Por sua vez, Donald Trump, age militarmente e ao seu bel-prazer, declarando guerra a dois países – Venezuela e Irã – sem consultar o congresso americano. Se assim continuar embasando suas atitudes em nome da defesa dos Estados Unidos, pode até lançar mão de artefatos nucleares aventando supostas ameaças ao seu país.

No mesmo caminho da precaução estão a França, a Inglaterra e parte da União Europeia. O presidente francês avisou que ampliará o potencial nuclear do país; o primeiro-ministro inglês pôs à disposição dos americanos suas bases militares no Oriente Médio; e, a representante dos demais países da Europa também seguirá a mesma linha de ação em defesa do continente.

Enquanto Trump, embasado no seu currículo pregresso, abdicará de quaisquer escrúpulos para se manter do poder. Como se acha o “senhor” da América Latina, caso tenha necessidade industrial ou bélica de terras raras e minerais críticos, e sabedor que o Brasil é detentor de uma das maiores reservas do mundo, não será surpresa que tente se apropriar, indebitamente, de nosso manancial.

Diz o ditado que em toda guerra é sabido como ela começa, mas não se tem ideia de como termina. Roguemos que o conflito bélico do momento termine sem deixar na atmosfera a nuvem mortal no formato de cogumelo resultado de uma explosão nuclear, caracterizando uma possível 3ª Guerra Mundial.

 

 

 

José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil

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