O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, negou ontem (11) que dinheiro seja um problema para se fazer frente às inundações provocadas pelas chuvas na Inglaterra ao mesmo tempo em que anunciou cancelamento uma viagem que faria ao Oriente Médio para supervisionar os esforços. Criticado pela lentidão na resposta às enchentes e responsabilizado por cortar o orçamento da agência governamental responsável pela reação a catástrofes climáticas, Cameron disse a jornalistas que “será gasto o dinheiro que for necessário” nos esforços de ajuda aos moradores.
Cameron também anunciou o cancelamento da viagem que pretendia fazer a Israel nos próximos dias para supervisionar a resposta às piores chuvas em 250 anos. A Agência Meteorológica da Grã-Bretanha prevê que as chuvas e os fortes ventos continuarão pelos próximos dias, com possibilidade de precipitação de neve. É possível que os ventos alcancem 145 quilômetros por hora. A Inglaterra teve este ano o mês de janeiro mais úmido desde 1766. O sudoeste inglês foi atingido por diversas tempestades nas últimas semanas. O Rio Tâmisa transbordou e algumas regiões ingleses estão debaixo d’água há mais de um mês.
