O QUE HÁ DE SE SABER – Flávia Arruda

O QUE HÁ DE SE SABER – É bem sabido que num tempo de derrocadas e abismos lúgubres, em que a alma submergia e desesperançava expectativas pela claridão da vida, havia dor nas manhãs, cansaço nas tardes e desespero nas madrugadas. Desnorteados andavam os pés, desguiados pelos tortuosos pensares. Ocultavam-se quaisquer vestígios de ombridade. Tratava-se […]
“O NOSSO MUNDO NÃO EXISTE” – Flávia Arruda

“O NOSSO MUNDO NÃO EXISTE” – Ela jurou não dar importância, jurou ter pelejado desviar o pensamento. Mergulhou em outras atividades, outros afazeres… Não teve jeito, toda vez que a mente tinha uma folguinha, lá estava ela, lembrando da frase “O nosso mundo não existe”. Ela desabou ao ler aquela frase, tomou um baque; foi […]
QUANDO O CANSAÇO SE INSTALA – Flávia Arruda

QUANDO O CANSAÇO SE INSTALA – Era a última semana do ano, o corpo, a mente, a alma mostravam-se fadigados. De fato, tinha sido um ano bastante desafiador, com muitas metas a cumprir em prazos extremamente curtos, isto, em todos os vieses do meu cotidiano, desde o trabalho, perpassando pela literatura, desembocando nos afazeres do […]
“AMOR QUE NO ES ALGO LOCO, LOGRARÁ POCO” PROVÉRBIO ESPANHOL – Flávia Arruda

“AMOR QUE NO ES ALGO LOCO, LOGRARÁ POCO” PROVÉRBIO ESPANHOL – Outro dia lendo uma crônica de Martha Medeiros me deparei com essa frase, que muito me fez pensar sobre os amores, as paixões, os romances nas suas mais diversas nuances. Pensei nas paixões avassaladoras que duram instantes, nos amores eternos, nos romances de verão. […]
É SOBRE REENCONTROS, REMINISCÊNCIAS, CAFÉ E POESIA – Flávia Arruda

É SOBRE REENCONTROS, REMINISCÊNCIAS, CAFÉ E POESIA… – Eu havia marcado um café na segunda-feira(20) com o amigo professor e escritor Sueldo Câmara, que acabara de lançar o livro Imagens da Prosa e da Poesia, pela editora Sarau das Letras, que, por sinal, também é a minha editora, por onde publico meus escritos. O final […]
PORQUE HOJE É TERÇA-FEIRA – Flávia Arruda

PORQUE HOJE É TERÇA-FEIRA – Hoje, madrugada de uma terça-feira qualquer, ás 4h40, ela foi desperta pelos raios acanhados e fortes de sol, que insistiam alumiar, pouco a pouco, pelas frestas da janela, a noite que voejava o seu quarto. O sol nessa época do ano dá as caras logo cedinho – a incidência solar […]
MATERIALIZA-SE O AMOR? – Flávia Arruda

MATERIALIZA-SE O AMOR? – Há quem diga que sofrer por amor é consequência de algum tipo de dependência emocional. Já escrevi sobre o fato de projetar no outro uma necessidade unilateralmente nossa, sobre a grande roubada que é dar ao outro a responsabilidade da nossa felicidade, como forma de nos sabotar emocionalmente. Quantas vezes, após […]
“PÉ QUE NÃO ANDA, NÃO DÁ TOPADA” – Flávia Arruda

“PÉ QUE NÃO ANDA, NÃO DÁ TOPADA” – Eu vinha toda faceira. Sentia-me flutuar. Absorta nos delírios das fantasias de uma mente sapeca e gestativa. A rua estava praticamente deserta. Havia poucas pessoas ao redor. No máximo, a uns 40 metros de onde eu passava, um pequeno punhado de trabalhadores advindos de suas labutas, ao […]
POR QUE NÃO ANDA, NÃO DÁ TOPADA” (ADÁGIO) – Flávia Arruda

POR QUE NÃO ANDA, NÃO DÁ TOPADA” (ADÁGIO) – Eu vinha toda faceira. Sentia-me flutuar. Absorta nos delírios das fantasias de uma mente sapeca e gestativa. A rua estava praticamente deserta. Havia poucas pessoas ao redor. No máximo, a uns 40 metros de onde eu passava, um pequeno punhado de trabalhadores advindos de suas labutas, […]
O BEM E O MAL… – Flávia Arruda

O BEM E O MAL… – “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10) Nessa jornada, pelo caminho da nossa existência, sempre haverá tempo de provações, de testar limites e limitações. Existirão madrugadas […]
RECOMEÇOS – Flávia Arruda

RECOMEÇOS – Levei as mãos, a cabeça e pensei em voz alta: – Tô cheia de coisas para resolver, não sei por onde começar. Meu amigo saltou de lá, com mais uma de suas pérolas: – Pois comece do início do princípio do começo, simples assim. Ele tinha razão. Era chegado o momento dos desapegos […]
AFINAL, O QUE VOCÊ SENTE? – Flávia Arruda

Começo por aqui, digitando algumas palavras, sem saber direito como escrever sobre mais um evento desagradável, ocorrido comigo, no último final de semana. Confesso que não foi nada fácil lidar, mais uma vez, com a repulsa, desprezo e o ódio contra a mulher, no caso eu. Não foi nada parecido com os que já […]
CONVERSA COM O VENTO – Flávia Arruda

CONVERSA COM O VENTO – Hoje eu caminhei pela praia e, enquanto eu estava por lá, o vento que passeou ao meu lado contou-me um monte de coisas… Durante o tempo em que estive pisando a areia da praia, senti o sol tocando a minha pele, afagando o meu âmago, trazendo, juntamente com o frescor […]
QUE SEJAMOS LEVES, LIVRES E LOUCOS, CADA UM À SUA MANEIRA… – Flávia Arruda

QUE SEJAMOS LEVES, LIVRES E LOUCOS, CADA UM À SUA MANEIRA… – Sou aquela que teria milhões de argumentos para defender o meu posicionamento político, mas acho que eles não cabem aqui, não aqui. Não agora. Já pensei e defendi o que uma parte da população defende e apoia, talvez por isso não tomo como […]
O CINCO É PAR-SEMPRE – Flávia Arruda

O CINCO É PAR-SEMPRE – Estava tomada por uma sonolência pouco habitual. Eram quase 23h da última quarta-feira. Normalmente, nesse horário, costumo ler um pouco até que o sono dê sinais de vida, ou melhor, dê sinais de que a vida pede, também, um pouco de descanso, um pouco de calma. O sono é o […]
INTROSPECTANDO – Flávia Arruda

INTROSPECTANDO – Aperta o peito, parece que é o fim, o que mais poderá acontecer? Seria algo do tipo como reza a Lei de Murphy* “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará” ou seria o próprio inferno de Dante, em que “Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados […]
O CINCO É PAR-SEMPRE – Flávia Arruda

O CINCO É PAR-SEMPRE – Estava tomada por uma sonolência pouco habitual. Eram quase 23h da última quarta-feira. Normalmente, nesse horário, costumo ler um pouco até que o sono dê sinais de vida, ou melhor, dê sinais de que a vida pede, também, um pouco de descanso, um pouco de calma. O sono é o […]
INTROSPECTANDO… – Flávia Arruda

INTROSPECTANDO… – Aperta o peito, parece que é o fim, o que mais poderá acontecer? Seria algo do tipo como reza a Lei de Murphy* “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará” ou seria o próprio inferno de Dante, em que “Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados […]
EMBRULHOS DE(O) PRESENTE… – Flávia Arruda

EMBRULHOS DE(O) PRESENTE… – E assim se passaram alguns dias… Preferi não os contar. Deixei que cada um deles fosse apenas dia, com seus imprevistos e rotinas, com suas surpresas e apatias. Deixei que os ciclos diários se fundissem em seus próprios sentidos. Não havia o que fazer naqueles dias, para que amenizássemos as dores […]
QUE HORAS SÃO? – Flávia Arruda

QUE HORAS SÃO? – Estou acordada desde às duas horas da manhã. Agora, às cinco da manhã, ouço o chilrear dos pássaros, acho que cantam para mim, bem na minha janela, uma espécie de serenata, oxalá um concerto, talvez para me compensar a falta de sossego que a madrugada me traz. Já fui até o […]