O policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pela morte da estudante Zaira Cruz, de 22 anos, em Caicó, na região Seridó potiguar, obteve progressão de pena para o regime semiaberto e já está em casa usando tornozeleira eletrônica.

O sargento foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão em regime fechado por estuprar e matar a jovem durante o Carnaval de 2019.

De acordo com a defesa, a decisão que autorizou a progressão foi concedida nesta semana, após o militar cumprir o percentual mínimo da pena exigido pela legislação.

Segundo o advogado Fábio Emanoel, Pedro Inácio atingiu o tempo necessário com a redução de 560 dias da pena, obtida por meio de trabalho interno e bom comportamento carcerário.

Crime aconteceu no Carnaval de 2019

De acordo com as investigações, o policial mantinha um relacionamento com a vítima. O crime aconteceu no sábado de Carnaval de 2019, em Caicó.

Ainda segundo a apuração, ele estuprou a jovem duas vezes antes de matá-la por estrangulamento.

Após o crime, o policial foi levado para o quartel da Polícia Militar, no bairro Tirol, na Zona Leste de Natal, onde permaneceu por cerca de cinco anos.

Nos últimos dois anos, ele estava na Companhia Independente de Policiamento e Guarda, na Zona Norte da capital, unidade que recebe policiais que cumprem pena.

Regras do regime semiaberto

Com a progressão de regime, o sargento passou a cumprir pena em casa. Ele está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e não pode sair da residência entre 20h e 5h.

MP foi contra decisão

A progressão de pena foi concedida mesmo com parecer contrário do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

O órgão havia solicitado a realização de avaliação psicológica do condenado antes da mudança de regime.

A família de Zaira Cruz questiona a decisão judicial. A mãe da jovem, Ozanete Dantas, criticou a legislação e a possibilidade de progressão de pena em casos como o da filha.

PM continua na corporação

Mesmo após a condenação, Pedro Inácio não foi expulso da Polícia Militar e segue vinculado à corporação, de acordo com a defesa.

Segundo o advogado, a perda do cargo só pode ocorrer mediante decisão judicial específica. Enquanto isso, ele continua trabalhando e recebendo salário.

Em fevereiro, enquanto ainda estava preso, o militar recebeu salário líquido de R$ 8,3 mil, segundo o Portal da Transparência do Estado.

Fonte: G1RN

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