Caetano Veloso e Maria Bethânia levaram o Grammy de Melhor Álbum de Música Global pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo” nesse domingo (1º).

Eles não estavam presentes na cerimônia. O prêmio foi aceito pela apresentadora Dee Dee Bridgewater em nome dos brasileiros.

Eles concorriam com “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour, “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, de Shakti e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar Featuring Alam Khan & Sarathy Korwar.

Essa é a primeira vitória de Bethânia no Grammy. Caetano já tinha vencido o prêmio em 2000 pelo álbum “Livro” (1997) na mesma categoria, então denominada “Melhor álbum de world music”, e em 2001 por produzir “João Voz e Violão”, de João Gilberto.

Bethânia faz história

Com a vitória, Bethânia é a primeira intérprete de MPB a ter na estante uma estatueta da premiação, considerada o Oscar da música.

A rigor, a simples indicação do álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo” já colocou a cantora em patamar diferenciado entre contemporâneas como Elis Regina (1945 – 1982) e Gal Costa (1945 – 2022), ambas sequer indicadas ao Grammy, embora tivessem méritos e discos para isso. A vitória é uma consagração adicional e bem-vinda no ano em que Bethânia completa oito décadas de vida em 18 de junho de 2026.

Para Caetano Veloso, a honraria não altera o status do cantor e compositor, já laureado em outras edições do Grammy. Até porque outros compositores de MPB contemporâneos de Caetano, casos de Gilberto Gil e Milton Nascimento, já ganharam um Grammy nessa mesma categoria.

Fonte: G1

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