BRASIL EM ENCRUZILHADA: RESPONSABILIDADE E ESCOLHAS QUE MARCAM GERAÇÕES –

O Brasil chegou ao ponto de decisão. Não se trata apenas de uma eleição. Trata-se de décadas de futuro. Trata-se das próximas gerações.

O Brasil vive um daqueles momentos raros em que a história nos coloca diante de uma escolha que não se limita a um ciclo eleitoral. As decisões tomadas agora repercutirão por décadas, moldando o país que nossos filhos e netos conhecerão. É um tempo de responsabilidade, não apenas para os governantes, mas para cada cidadão.

Nas últimas décadas, nossa nação tem assistido, perplexa, a escândalos sucessivos envolvendo corrupção, má gestão e desvios de recursos que deveriam estar destinados à saúde, à educação e à segurança. Presidentes, governadores, ministros e parlamentares passaram pelo banco dos réus, alguns acumulando penas que superam a própria expectativa de vida. Outros, mesmo após condenações, retornaram ao poder, amparados por decisões jurídicas controversas.

No entanto, governar não se resume a escapar de condenações. Governar é ter legitimidade e compromisso com o interesse público. É negociar com responsabilidade no cenário internacional, atrair investimentos, fortalecer laços estratégicos e defender a soberania nacional.

É colocar o bem do país acima de disputas ideológicas ou interesses pessoais.

A questão que se impõe é simples e profunda: que Brasil queremos construir? Queremos continuar repetindo os mesmos erros e esperar resultados diferentes, ou estamos dispostos a romper com padrões que nos prendem ao atraso? Essa é uma escolha que não pode ser terceirizada aos políticos. Ela exige a participação ativa da sociedade, seja nas urnas, nas ruas ou no acompanhamento vigilante das políticas públicas.

A pergunta é simples: vamos continuar repetindo os mesmos erros e esperar resultados diferentes?

Cada brasileiro que se cala diante da corrupção e da má gestão é cúmplice por omissão. O silêncio é o combustível dos que se perpetuam no poder. Quem ama o Brasil precisa refletir sobre tudo.

Mais do que discutir nomes, precisamos discutir práticas. Precisamos exigir transparência, eficiência e ética. Precisamos de líderes que tenham coragem para enfrentar os problemas estruturais do país — da desigualdade à violência, da burocracia sufocante à dependência de alianças que custam caro ao contribuinte.

Cada brasileiro que se acomoda diante da corrupção, da violência e da precariedade dos serviços públicos contribui para perpetuar o ciclo que nos mantém estagnados. O silêncio, nesse contexto, é um aval para que tudo continue como está.

O futuro não é obra do acaso; ele é fruto das decisões de hoje. É hora de escolher um caminho que honre a história e que ofereça esperança às próximas gerações. Um caminho de trabalho sério, de responsabilidade e de compromisso real com o povo.

A escolha é sua. E ela será cobrada pela história.

Porque, no fim das contas, o Brasil será exatamente aquilo que os brasileiros decidirem que ele seja.

 

 

 

 

Raimundo Mendes Alves – Advogado, procurador aposentado e vereador em São Gonçalo do Amarante-RN

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