Os estoques de Banco de Leite no Rio Grande do Norte continuam em baixa. Os bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno a partir da doação, mas a prática não vem sendo realizada como esperado. O serviço que atende às crianças prematuras ou hospitalizadas está em déficit e, por isso, os Bancos fazem um apelo às mães que tem excesso de leite para a doação.

Segundo a coordenadora responsável pelo maior banco de leite do Estado, o da Maternidade Escola Januário Cicco, seriam necessários cerca de 15 litros de leite por dia. “Só para atender os bebês locados na Maternidade, aproximadamente 35 crianças, seriam necessários seis litros diários. Mas hoje temos disponíveis apenas cinco. Diante disso, nós estamos priorizando os bebês que estão na UTI. Para suprir o quadro, infelizmente temos que recorrer ao leite artificial”, disse Ana Célia Pristo.

O banco de leite da Maternidade é responsável por abastecer todos os hospitais do Estado, com exceção do Hospital da Polícia Militar e do Hospital Santa Catarina, que dispõem de Banco de Leite próprio, além da rede privada. Uma situação que agrava o abastecimento do banco é que o carro que faz a coleta das doações é do Corpo dos Bombeiros, que trabalham em parceria com a Maternidade, mas que no momento está em péssimas condições.

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