/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/P/n8PszhTyiMisQWwU0Cjg/whatsapp-image-2026-01-15-at-19.30.33.jpeg)
Cães farejadores que integram a força-tarefa de busca pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas há 12 dias em Bacabal (MA), indicam que elas estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região de lago durante as buscas realizadas nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP).
Os cães farejadores identificaram que Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos – resgatado no dia 7 de janeiro, estiveram na casa, chamada pelos policiais como “casa caída”, localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal (MA).
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram no 12º dia nesta quinta-feira. Mais de 500 pessoas entre agentes de forças de segurança e voluntários trabalham nas buscas.
A área de lago começou a ser vistoriada ainda na quarta-feira (14), com varredura feita na mata e no lago e com mergulhadores intensificando os trabalhos nesta quinta-feira.
➡ O lago tem cerca de 300 metros quadrados, com aproximadamente 1 metro e 20 centímetros de profundidade. A expectativa é que, no máximo, em três dias os mergulhadores consigam mapear toda a área do lago.
“Vamos ampliar as buscas nesta região de mata, de fazendas, vamos ampliar buscas também pelo rio e inclusive também com incursões com os cães farejadores. Só vamos nos retirar dessa região quando nós localizarmos as duas crianças”, disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins.
“As nossas equipes começaram atividades também em áreas molhadas, fazendo essa varredura superficial na quarta (14) e, hoje, iniciaremos as atividades de mergulho propriamente ditas”, afirmou o tenente-coronel Cleyton Cruz, do Corpo de Bombeiros, comandante da operação.
Além da operação no lago, as equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças. Nesta etapa, os trabalhos também avançam para a mata mais fechada. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças.
A operação recebeu reforço de outros estados na quarta-feira (14) com a chegada de sete bombeiros do Pará, com dois cães farejadores e outros cinco bombeiros do Ceará também desembarcaram com mais quatro cães.
Para monitorar as rotas percorridas, os bombeiros e voluntários usam um aplicativo de geolocalização para mapear as rotas percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo
Segundo os bombeiros, caso as crianças não sejam encontradas na área delimitada, um relatório será entregue às autoridades para definir se as buscas serão ampliadas.
Além da vegetação fechada, a região apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área. Segundo o tenente-coronel, esses dispositivos podem causar acidentes e dificultar o deslocamento seguro de bombeiros e voluntários.
Como são as buscas na região
Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.
Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11).
A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. O menino de 8 anos que estava com elas no dia do desaparecimento já foi ouvido pelo instituto.
Fonte: G1