O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, avaliou nesta sexta-feira, 26, que os apagões recorrentes de energia ocorridos nas últimas semanas não são resultado de falta de investimento por parte das concessionárias do setor de energia elétrica. “Nunca se investiu tanto na expansão da rede como nos últimos dez anos”, garantiu.

Para o ministro interino, as ocorrências também não estão diretamente ligadas ao processo de renovação das concessões de energia que vencem a partir de 2015, com redução no custo da eletricidade para os consumidores. “Sempre foi um pleito das empresas que se renovassem as concessões, como é feito em todos os países do mundo. E em todos os lugares isso também ocorre com captura de benefícios para os consumidores”, completou.

Zimmermann, voltou a dizer que a queda de energia ocorrida nesta madrugada em Estados do Nordeste e do Norte “não é normal” em um sistema elétrico do porte do brasileiro.

Ele destacou que essa foi a quarta ocorrência de grandes proporções em pouco mais de um mês. “‘Probabilisticamente’, essa sequência de eventos é impossível de ocorrer. É difícil entender como isso pode ocorrer”, completou.

O ministro interino reiterou que o governo tomou uma providencia adicional desta vez, enviando uma equipe de técnicos hoje mesmo para subestação de Colinas (MA) para a avaliação da ocorrência in loco. “Também estamos começando a operação pente fino nas instalações de transmissão das companhias do setor”, acrescentou

Zimmermann disse que o governo avalia todas as alternativas para as causas da sequência de apagões que vêm atingindo regiões do País, mas descartou a hipótese de sabotagem, por enquanto.

“Como evento é raro, são consideradas todas as alternativas, mas a avaliação é feita de maneira serena, por isso enviamos equipe para local”, disse o ministro interino. “Vamos esperar relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Falar de sabotagem por enquanto não faria sentido”, completou.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, reafirmou que não há essa suspeita. “Não há a menor hipótese de sabotagem ou vandalismo. O sistema de proteção que falhou e causou a queda fica lacrado dentro da subestação”, explicou.

Fonte:Estadão

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