A ILUSÃO E A VERDADE –
A ilusão é um véu.
Sutil, sedutor, quase imperceptível.
Ela não grita — sussurra.
Não prende com correntes visíveis — envolve com promessas brilhantes.
É o poder que embriaga a mente
e adormece a alma.
Distorce a realidade,
faz do transitório um trono
e do efêmero uma falsa eternidade.
Quem se apega ao brilho do que passa
fecha os ouvidos à Verdade.
Prefere o aplauso momentâneo
à voz silenciosa de Deus no interior.
Mas quando a dor chega —
e ela sempre chega —
quando o chão se abre
e o ser humano se vê diante do próprio abismo,
então clama.
E o socorro vem.
Porque o Pai não abandona Seus filhos.
Contudo, o pedido que alcança o Céu
precisa nascer da humildade,
da simplicidade,
da sinceridade
e da fé viva.
O Cristo-Jesus, Redentor das almas, advertiu com clareza:
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus,
mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus.”
E também ensinou:
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes;
eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”
Em verdade:
a vontade do Pai é paz.
É luz.
É vida plena.
Deus não deseja sofrimento —
deseja consciência desperta.
Não deseja disputa —
deseja unidade.
Não deseja aparência —
deseja transformação interior.
Viver a Verdade é amar.
É cultivar pureza de coração.
É não fomentar contendas.
É não desprezar ninguém.
É consagrar cada passo à vontade divina.
Medite:
a ilusão encanta,
mas aprisiona.
A Verdade, às vezes confronta —
mas liberta.
Arca da Sagrada Aliança – Movimento Cristão
