A FELICIDADE E O SEU AVESSO –
O que é sentir-se feliz?
O que é mergulhar na sombra da infelicidade?
Entre essas duas margens caminha a alma humana,
tateando sentidos, buscando luz.
A verdadeira felicidade não nasce nos prazeres breves,
não se abriga nas conquistas passageiras
nem repousa no brilho frágil das realizações terrenas.
A felicidade vem de Deus.
É sopro do Espírito,
é chama silenciosa que arde por dentro,
é perfume sagrado impossível de descrever.
Quem a experimenta
deseja que todos também a sintam,
pois a alegria divina é um rio que jamais se esgota
e não conhece fronteiras entre os seres.
A infelicidade, porém, é o seu avesso.
Ela brota do orgulho,
da vaidade que obscurece,
do apego que aprisiona,
da impureza que turva o olhar.
E onde ela passa,
deixa inquietação, discórdia, angústia,
e um coração distante da simplicidade
e do amor fraternal.
O Cristo-Jesus, nosso Redentor,
abençoa os humildes, os mansos, os puros,
e adverte os que vivem de aparências,
ao proclamar:
“Felizes os humildes de espírito,
felizes os mansos,
felizes os misericordiosos,
felizes os limpos de coração,
felizes os pacificadores.”
Mas também diz:
“Ai de vós que limpa o exterior da taça
e deixa a alma em trevas;
ai de vós, que sois como sepulcros caiados,
belos por fora,
mas cheios de vazio por dentro.”
Em verdade vos digo:
fomos gerados
para a felicidade eterna,
para não nos perdermos em ilusões,
para não sermos conduzidos pelo brilho fácil do mundo,
mas para viver na luz que não se apaga.
A felicidade é um dom aberto a todos,
pois nasce do Pai Celestial.
Basta abrir a alma,
e deixá-la entrar.
Medite sobre isto:
a felicidade não é um prazer da carne,
mas fruto do amor que abraça,
da harmonia que pacifica,
da paz que mora no espírito.
Feliz é quem se encontra consigo,
com Deus,
e com o pulsar sagrado da vida.
Arca da Sagrada Aliança – Movimento Cristão
