ARTIGOS
Aqui neste espaço estaremos publicando toda semana artigos diversos dos nossos colaboradores. Será como uma tribuna livre, onde se poderá expressar qualquer Ponto de Vista sobre temas de interesse publico.
Mas esta semana, na sua inauguração, fizemos algo diferente. Mesmo contando com a colaboração ilustre do Dr. Marcio Tadeu Guimarães Nunes, advogado carioca, especialista na área de Mercado de Capitais, Petróleo e Gás, autor de vários títulos importantes na área do Direito, como ”Desconstruindo a Desconsideração da Personalidade Jurídica”; “Dissolução Parcial, Exclusão de Sócio e Apuração de Haveres nas Sociedades Limitadas”; e a obra mais recente, “Lei de Acesso à Informação – Reconstrução da Verdade Histórica, Ambientes Regulatórios e o Direito à Intimidade”, pela editora Quartier Latin/SP, 2013.
O fato é que, antes do espaço ser inaugurado com um artigo, ele está sendo preenchido com um texto livre, de autoria não do brilhante advogado ou do competente escritor. Mas sim, do músico, compositor e poeta Marcio Tadeu. Ele que, como um jovem típico do final da década de oitenta, foi um roqueiro amador. Com direito a alguns CD´s autorais e um DVD gravado ao vivo no Rio de Janeiro, no ano de 2010. Esse texto livre, escrito há muitos anos, originou algumas das suas composições. E a sua publicação é uma homenagem a essa geração que soube compatibilizar as atividades profissionais com a inspiração poética e a sensibilidade artística.
EU NÃO SEI ONDE ISSO VAI DAR
Eu não sei aonde isso vai dar
Mas eu só sei, vou até lá – onde quer que seja o ali em frente
E não há nenhum elemento
Que eu possa calcular
Os riscos que esse gesto vai causar
Mas é ilusão se supor que parado és, parado estás
Dizem que se eu mato uma borboleta do lado de cá do planeta
Algum estranho efeito – tipo opereta –
Vai fazer alguma coisa por lá de outras bandas, balançar
Em outro canto do mar, do ar.
Da sineta que todo marujo balança.
Quando avisa que vai balançar vem a mensagem
Eu já até comprei meu filtro solar
(lugar comum de Pedro Bial); uau!
Pois espero o sol que vai me queimar e me proteger a um só tempo.
Nada disso pode significar nada
Qualquer traço de palavra pode ser capaz de te interessar
Mas eu só sei que é tão importante pra mim: ser, existir, exprimir…
Dizer que disso (sua prancheta e caderno para anotação) não depende e nem me prende
A preocupação do que possa vir a acontecer com a crítica
Que virá a partir de você, por exemplo!
Marcaremos ao final um encontro, mesmo sem nos ver,
Num ponto onde possamos, enfim, nos encontrar
Que será sempre no mesmo lugar aonde a gente ia pra se esconder
Pra se rever, pra namorar.
Lá bem longe e tão perto das nossas resistentes fantasias.
Pode ser barulho estranho esse aqui que estou causando
Mas eu sei que a liberdade e a vontade estão se acasalando neste exato momento
E daí é que vou me formar.
Enquanto isso, voe, vença a madrugada
Deslumbre-se vendo a estrada
Que logo, logo a viagem vai acabar.
A gente separará o trigo da goiaba e descobrirá
Antes mesmo do fim da velha risada que te deixava louca
Que aquela preocupação reticente e muito tosca
Era apenas um masoquismo boboca
De quem tava sem saco pra dar um tchau
Para aquilo tudo a que se chama de “gozo de derrota”!
Belo texto. Há tempos acompanho a carreira talentosa do artista Márcio Tadeu. Eu recomendo seus Cds e Dvd. Saibam que no último mês ele lançou seu show em bluray. Coisa fina de altíssima qualidade.
Belo texto. Há tempos acompanho a carreira talentosa do artista Marcio Tadeu. Eu recomendo seus CDs e DVDs, aliás, tenho tido dificuldade de encontrá-los no mercado em geral. Saibam que no ultimo mês ele lançou seu show em bluray. Coisa fina e altíssima qualidade. Parabenizo a iniciativa da coluna em divulgar o trabalho de profissionais diferenciados como Marcio Tadeu.