COISAS QUE EU VI, OUVI OU VIVI: COISAS DE EXPEDITO E AS ACONTECÊNCIAS PÓS-MORO – Antonio José Ferreira de Melo



COISAS QUE EU VI, OUVI OU VIVI: COISAS DE EXPEDITO E AS ACONTECÊNCIAS PÓS MORO –

INTRÓITO

Depois de uns dias cheios de interrogações sobre o futuro político do Brasil, era previsível imaginar, que Expedito ligaria, e, não deu outra.

Fala Expedito.

Oi “Dotô”.

O Senhor está bem? Como tem passado esses dias?

Respondi, que estava muito tranquilo e feliz, que, de saúde, não tinha o que reclamar, e, apenas, sentia falta dos meus filhos e netos, nesse meu agradável isolamento aqui de Gameleiras.

Como imaginava que ele estaria indócil, recebi com surpresa, a forma calma das suas colocações.

Ele fala. Olhe “Dotô”. Às vezes, fico preocupado com a sua situação.

Me espanto com a declaração, e pergunto o porquê.

E ele fala. O Senhor sozinho no chalé, nesses tempos de insegurança, não é perigoso? Não fosse esse “viru chinês”, nós já “távamos” aí em Gameleiras. Foi o que me falou “cumpadre Tota e Manoel de Joquinha”, que o senhor sabe, são seus amigos, assim como eu.

Tranquilizando Expedito, falei que, Gameleiras é um território tranquilo, onde não ocorrem casos preocupantes, com pessoas de fora.

As brigas ocasionais, acontecem entre os nativos, que vão “às vias de fato”, e, quase sempre, sem consequências maiores que umas lutas corporais, ou de palavras.

O nosso chalé, embora tenha uma localização privilegiada, fica, na área urbana, com todos os requisitos de segurança, além do caseiro, família e os cachorros.

Tá certo. O senhor é quem sabe das coisas daí, diz ele.

AGORA, É PRA VALER

Depois desse “introito”, e, como eu já estava esperando, ele entra nos assuntos da política, como gosta de falar.

“Dotô”, me diga mesmo, se uma coisa dessa é possível.

Um subordinado querer mandar no chefe, como Moro quis fazer, dizendo que Bolsonaro não podia demitir ou nomear fulano e nem cicrano.

Ora meu Deus, se Bolsonaro podia até demitir ele!

E esse “tal Celso de Merda”, como o Senhor chama?

Olhe, ele, que já tá no final de carreira, se fizer besteira, não vai poder mais andar pelas ruas do Brasil.

Ir comer nos restaurantes? Nem pensar. Só se for “nos estrangeiro”, e, mesmo assim, onde não apareça um brasileiro, verde e amarelo, para lhe “tirar o juízo”, se é que ele ainda tem.

Esse “cara”, bem que podia vir comer uma “carne seca”, aqui no Seridó.

Nós “mandava botar bem sal”, e depois soltava ele lá pelas grotas, sem agua.

Ele ia se arrepender do dia em que nasceu.

Mudando de assunto. Sabe que outro dia, eu estava em Natal, cheguei num restaurante pra almoçar e pedi “carne seca” e o “garção” não sabia o que era?

É muito “ingraçado”. Esse povo que vem do sul, muda o nome das comidas e até o jeito da gente falar.

O cara disse. O senhor quer dizer “carne de sol”?

Ora meu Deus. “Carne seca”, nem leva sol!

Mas, deixa pra lá.

EXPEDITO TEM FIXAÇÃO NA TRAIÇÃO DE MORO

“Dotô”, Judas é Judas. Hoje, cada vez que eu vejo a cara dele, olho pros olhos do traidor.

É porque o senhor não presta atenção, mas ele não olha para as pessoas.

Se fosse um inocente, eu ia dizer que era por vergonha. Mas sendo um sem vergonha, eu digo que é porque não tem como “incarar o povo”.

“Dotô” Antonio”, “num teve um sábio estrangeiro” que disse que ninguém “ingana o povo a vida inteira”?

Teve Expedito. Um Presidente dos Estados Unidos, chamado Abraham Lincoln, sabiamente disse: “pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

Tá vendo? Eu sabia que era “por aí”, e foi isso que aconteceu com Moro.

O Moro honesto, morreu, e as suas coisas “tronchas”, pela falta de caráter, “vai aparecer tudinho”, pra tudo mundo ver.

Moro se perdeu na ganância, e sua máscara caiu.

Segundo o raciocínio de Expedito, “O Moro, herói da Lava Jato”, agora, passa a ser visto, despido da honra, que falsamente, possuía.

Pensando comigo mesmo, me lembrei do conto de fadas do dinamarquês Hans Cristian Andersen, nos idos de 1837, onde o Rei, muito vaidoso com as roupas, foi enganado por um alfaiate ladrão, e paga grande fortuna, para que ele confeccione o tecido e faça uma vestimenta real, do mais alto gabarito.

O alfaiate divulgou que a roupa, só não era visível para “simplórios e os inadequados para os cargos”, mas, na verdade, a roupa não existia.

Assim, por interesse pessoal ou por bajulação, todos passaram a ver o Rei vestido com uma linda e rica roupa, e ele, cego pelo orgulho, desfilava nu pelo reino.

Foi quando um menino, na sua inocência, aponta para o Rei e grita, “olha, o Rei está nu”!

Então, todos passaram a ver, que, realmente, a roupa do Rei, não existia.

Assim, concordando com Expedito, e associando as atitudes de Moro, com o personagem do conto de Hans, concluí que Bolsonaro, sem ser uma criança e muito menos inocente, mas, com a sua franqueza e honestidade, mostrou para todos, que o “Rei estava nu”.

A TELEVISÃO

“Dotô”, o senhor me disse prá comprar uma antena de TV, para poder ver outros canais, porque, eu lhe disse que, com aquela “espinha de peixe”, eu já não aguentava mais ver, a Globo, os padres e os pastores.

A Globo, nem precisa falar.

Os padres ficam, condenando ou defendendo os comunistas, e o tal do Papa Francisco, que é um enganador, se esconde em baixo de um couro de carneiro, mas é um lobo enrustido.

Gostou? Tô aprendendo muita coisa, com os jovens lá na praça. Eles também falam: “sair do armário”. Tem uns cabras daqui, que eu nunca ia imaginar. “Eita”, deixa isso pra lá.

Os “evangélicos”, vendem até um lugar pra fazer churrasco, depois da morte, aproveitando a cremação, desde que, “com o pagamento na frente”.

Semana passada, tinha um pastor cobrando mil reais por um caroço de feijão, que ia produzir uma “vage milagrosa”, para salvar do “viro chinês”.

Se fosse na feira daqui, ele ia sair “em baixo de pau”.

Bem, seguindo sua orientação, eu comprei uma antena que pega uma porção de canal, mas foi dinheiro perdido.

Como não sei outra língua para olhar canal estrangeiro, não vi novidade nenhuma.

Como eu gosto de ver as coisas da política, fiquei na mesma, pois, não falam outra coisa. É só “viru chinês” ou mentiras sobre Bolsonaro.

Agora, não tem somente a Globo e a Bandeirantes ´para falar de comunismo e falar mal de Bolsonaro. Apareceu a CNN, a “maior do mundo”, para fazer pior do que as outras duas.

Querem destruir Bolsonaro, de qualquer maneira, para voltar para a roubalheira de antigamente.

Doutor, daqui há pouco eu vou voltar a usar “um rádio de galena”, para não escutar essas mentiras todas.

AGORA, OS GOVERNADORES

E os Governadores, que tem a “boneca paulista”, como “porta bandeira”?

“Num sei não”. Com essa história de deixar o povo preso, vão matar muito mais gente. Se não for pelo “viru chinês”, será pela fome, pois sem trabalho, não tem dinheiro, e sem dinheiro não tem como comprar comida.

Veja que coisa engraçada. Agora querem botar dificuldade para que o povo saia de carro, onde vão duas ou três pessoas, mas “socam tudo dentro dos ônibus de sessenta lugares, fora os que vão em pé”.

E tem mais. Porque não usam o remédio de Cloro, que é fácil e bem baratinho?

Sabe porquê? Ora, sendo barato, não dá pra roubar quase nada.

Eu vi que até aquele Ministro da saúde, que Bolsonaro “mandou andar”, andou foi fazendo umas “mutretas”.

Eu quero ver, quando a Polícia Federal começar a descobrir “os podres”. Vão tudo pra cadeia.

Como já prenderam gente no Rio de Janeiro. Vão já chegar no “Vic vaporube”.

Quem danado é Vic vaporube, Expedito?

“Num” é o Governador do Rio?

Sim. Tá certo. Digo eu.

Vi aquela imagem que o senhor me mandou no ZAP, dos jardins de um hospital de campanha do Rio de janeiro, que custou uma fortuna.

Afinal, esse hospital é pra botar os doentes do “viru”, ou é pra “criar largata”?

Uma menina que gosta de ver as coisas na internet, estava mostrando no “tablete”, lá na praça, que os sete estados que são “do contra”, e os governadores estão fazendo essa onda, só pra ganhar dinheiro e derrubar Bolsonaro, são responsáveis pela maior quantidade das mortes do “viru chinês”.

Taí!

OS DEPOIMENTOS

O senhor deve ter visto os depoimentos dos delegados da Policiai Federal e dos Ministros.

Nada, “nadica de nada”, contra o Grande Bolsonaro. Se Moro tava pensando em provar alguma coisa contra ele, deve “tá muchinho”.

Os depoimentos foram “mais fraco do que caldo de batata”.

O “Valexo”, que era o home de confiança dele, na entrevista, “tira logo a cangaia do lombo da égua dele.”

Disse que queria mesmo sair e nunca recebeu pedido para dar informação de relatório nenhum.

E disse mais. Moro foi quem pediu notícia sobre o tal do porteiro da casa do Presidente.

Pra que? Eu queria saber pra que danado ele queria saber. “Nesse mato tem coelho, Dotô”.

A FITA

E agora?

Depois do “peido de veia” dos depoimentos, veio a “bufa” da fita.

Moro “vai viver de que”, pra mexer com Bolsonaro?

PURAMORDEDEUS, como um homem, sobe na vista de um país inteiro, menos dos petistas, e cai de uma hora para outra?

Me diga, “Dotô”.

Expedito, eu me lembro de um livro que eu li, e, por sinal emprestei, e não recebi de volta. O nome dele é “TODOS NÓS SOMOS INCOMPETENTES, INCLUSIVE, VOCÊ.

Como é previsto no livro, todos, ao crescer profissionalmente, terminam atingindo o seu nível de incompetência.

Foi isso que aconteceu. Moro atingiu o nível de incompetência dele, no cargo de Ministro.

“Dotô Antonio”, não tem pra onde correr. “Num vai dá em nada”.

O Presidente tava na frente de bem umas trinta pessoas, e o que ele disse, não tinha nada que mostrasse que ele queria mandar na Polícia Federal.

Como era “a última pá de terra”, agora, Moro queria que fosse “passada a fita toda”.

Deu na CNN, que era pra mostrar os “nome feio” que Bolsonaro fala na reunião e também por que um Ministro também disse uma verdade sobre o STF.

Como eu não sabia disso, perguntei. O que foi Expedito?

“Dotô”, dizer a verdade é pecado? Pois um Ministro disse que nesse Tribunal, tinha “11 filho da puta”. Só isso.

“Minino”, quem fazia as coisas escondido, era Moro, “cabra sem confiança”.

Veja como tem gente cega pelo comunismo. A professora da escola, disse que ele era um “baluarte do direito”. Eu até acho que pode ter sido esse negócio, quando tava na Lava Jato. Mas agora? Traindo o presidente?

Em vez de “bacamarte, ele vai virar uma espingarda de soca”.

Moro mostrou o que ele é, e é hora de se lembrar da grande verdade: “mentira tem perna curta”.

Continua Expedito.

Conversando outro dia com Niel, aí de Gameleiras, ele me disse: Expedito “a mentira só prevalece, enquanto a verdade não chega”.

Pois é. Chegou.

A PREMONIÇÃO DE EXPEDITO

Só quero dizer uma coisa. Fala Expedito.

Se esse negócio continuar fedendo, nem mais STF e nem Câmara dos Deputados e nem Senado Federal.

A situação do Brasil é muito difícil, na área da saúde, mas é mais difícil, na barriga, na fome. Os pobres só não atacaram as feiras, como antigamente nos tempos de seca, por conta do auxílio do Governo.

Sem fazer reservas, Expedito segue com o seu discurso.

Milhões de pessoas sem emprego e sem comida, enquanto os ministros do STF comem lagosta com vinho premiado, andando nos jatinhos pagos pelo povo, para não serem vistos pela população.

Milhões sem emprego e sem comida, enquanto os senadores e deputados federais, que já tem os presidentes implicados em inquéritos, não abrem mão de suas mordomias, e também das verbas para gastar nas eleições.

Enquanto isso, o Presidente da República vive em baixo de porrada, do Judiciário e do legislativo, mas com o apoio do povo.

Pelo que eu vi em 1964, se esses Ministros do STF e os políticos, não se lembrarem daquela história que diz: “quem tem cu tem medo”, quando quiserem se lembrar, não tem mais jeito. Já mudaram o sistema.

Escreva aí.

ENCERRANDO A LIGAÇÃO

Dotô, pra “num ir” mais longe, vou terminar, porque eu sei que o senhor quer ir olhar o serviço do trator, aí em Gameleiras, e eu já “tô” mais tranquilo, depois dessa nossa conversa.

Conversando com o meu amigo Dalton Melo, em pequena reflexão, lhe disse: Mestre Dalton, mesmo que tenha ficado apenas subentendido, nas palavras de Expedito, nós estamos num processo anárquico.

A situação é tão inusitada, que, as vezes, eu me coloco dentro desse espaço, de forma imaginária, e não quero acreditar, que seja possível, o que está ocorrendo.

É surreal.

Pensando bem, estamos mesmo num processo anárquico, quando inconstitucionalmente, o STF autoriza os Governadores a usurparem poderes que não são seus.

Nessas coisas do ZAP, me referindo as ações independentes de cada governador, desgarrados de uma ordem central, eu também dizia: “A loucura está crescendo mais que a propagação do vírus. O Brasil está descontrolado. Cada Estado tem um louco pra chamar de seu”.

Me lembrando ainda das coisas de Expedito, me lembrei do provérbio espanhol: “se a barba do seu vizinho está pegando fogo, coloque a sua de molho”.

Em determinada hora Expedito tinha falado: “Dotô, esse povo tá brincando. “Pode vir fumo grosso por aí”.

Me lembrando que em 1987, a Banda Aborto Elétrico executou pela primeira vez a música “Que País é Esse?”, de Renato Russo, e que depois foi gravada pela Banda Legião Urbana, me interroguei, preocupado: será que Expedito tem razão?

Só lembrando, a música foi feita, à época, levando em conta, entre outros, o fato de que a Constituição estava sendo desrespeitada.

Fiquei pensando. A história sempre se repete.

 

Nas favelas, no senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a constituição

Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse?

Que país é esse?

Que país é esse?

 

Antônio José Ferreira de Melo – Economista, [email protected]

 

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores

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