O FIASCO –

Nestes tempos de decepção e indignação, em face da roubalheira generalizada que se espalhou, descaradamente, pelo Brasil, o brasileiro também foi baqueado com o resultado da Copa do Mundo, quando a seleção tinha tudo para conquistar o “HEXA”, e terminou sendo vítima, ao que parece, de um jogo de cartas marcadas. Os árbitros tornaram-se eventuais surdos e cegos, só enxergando e ouvindo o que era do interesse deles.

Pobre povo brasileiro, que, merecidamente, sonhava com o título de HEXACAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL para o Brasil e terminou prejudicado pela política corrupta que se alastrou pelo País, atingindo até o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Os árbitros se fizeram de cegos e surdos, “esquecendo” de marcar inúmeras faltas e impedimentos, praticados contra a nossa Seleção.

Saudade do tempo em que a Seleção Brasileira vestia a sua camisa verde e amarela com o coração. Tempos idos e vividos. Hoje, predomina a corrupção até no futebol, e parece que a Copa do Mundo tornou-se um simples jogo de cartas marcadas.

Os leitores e torcedores, amantes do Futebol, nestes tempos intranquilos em que, no Brasil, se ergue uma “estátua à corrupção”, necessitam de razão para sorrir, sem fazerem papel de palhaços.

Ao começar a Copa do Mundo/26, o brasileiro se cobriu de verde e amarelo, e a alegria tomou conta do País. Entretanto, logo se percebeu que os resultados dos jogos tinham cartas marcadas. A decepção foi grande.
A Copa do Mundo foi um FIASCO, e a decepção dos brasileiros foi imensa.
E a saudade das antigas Copas se aguçou nos nossos corações. As lembranças de antigos craques, como Pelé Didi, Garrincha e outros mais recentes, nos fizeram chorar. Afinal, de saudade também se vive. Palavras que consolam.
Os mais antigos fanáticos por futebol presenciaram todas as copas vencidas pelo Brasil, e foram  testemunhas oculares de uma história maravilhosa do futebol brasileiro. E este sentimento é a conexão que preenche emocionalmente nossas vidas, como forma de permanecermos conectados ao que nos marcou, já que a Seleção Brasileira é a maior vencedora da história das Copas do Mundo da FIFA, sendo a única equipe a conquistar o torneio por cinco vezes (Pentacampeã).
O Futebol tem o condão da catarse circense, com que os velhos sábios de Roma lambuzavam o pão triste das massas. Não podendo xingar o patrão que o rouba, o operário xinga os juízes das partidas e procura insultá-los, como se fosse o bandeirinha mais próximo, o responsável procurador da prepotência, do arbítrio e dos outros sinais do mundo injusto que o oprime.”
Evocando Milton Pedrosa (1911 – 1996), em “O RISO – NÃO O PRANTO – É LIVRE”

Futebol é guerra, é jogo, é arte, é uma graça, mora?

É uma e outra. É uma coisa de cada vez e tudo isso ao mesmo tempo. De onde o suor e o sangue, a alegria e as lágrimas. O choro e o riso.

O craque dribla? – ganha aplausos. O juiz claudica? – Recebe vaias. O dirigente impera indiferente? – Herda o desprezo…o esquecimento.

Mas o futebol é, sobretudo, vida. A emoção do momento inédito, sempre criado e recriado para as imensas plateias. Cada um deles, inesperado. Dramático, curioso, violento, umas vezes. Divertido, alegre, hilariante, muitas outras. Ontem, hoje, amanhã.

Todos os dias, em qualquer parte, a qualquer hora, nos estádios-monumentos, ou nos campos de pelada. Onde quer que a bola role, e se desenrole uma partida. Aí estarão, de mãos dadas, lágrimas e risos.

O riso que vem de longe, que corre através dos tempos, desde as primeiras experiências do homem ante a pelota. Desde que este descobriu o jogo, a guerra, a garra, a arte, a graça, mora. Desde que descobriu o jeito de atuar com a bola nos pés.

Desses momentos, nasceram histórias hilárias, episódios, casos. Nascidos da realidade, nos campos de jogo, na relação bola-homem- e homem-bola-homem.

Seus autores são os craques ou os pernas-de-pau que, de bola nos pés, dançam o mais fascinante balé que as multidões veem e reveem.

E o procuram, como a um novo “pão-nosso de-cada dia”.

O leitor, como o torcedor,  merece ter do que rir nos dias de hoje.”

Atualmente, a corrupção é vista abraçada aos ministros togados e às velhas raposas socialistas. Para afastar a tristeza, Futebol é o melhor remédio.

Pelé surgiu para os olhos do mundo na Copa de 1958, disputada na Suécia, quando o Brasil foi Campeão. O que pouca gente sabe é que aquele então adolescente de 17 anos, ficou de fora dos dois primeiros jogos (3X0 na Áustria e 0X0 na Inglaterra).

Na comemoração, surgiu a famosa canção “A Taça do Mundo É Nossa”, da autoria de Wagner Maugéri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Müller.  A música foi lançada em 1958, para comemorar a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo.

Para ouvir a gravação original da marchinha que embalou a conquista do primeiro título mundial do Brasil em 1958, clique aqui.
Violante Pimentel – Escritora
As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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