NA ESCOLA BRASILEIRA, É URGENTE MAIS APRENDIZADO E MENOS VIOLÊNCIA – Luiz Serra

NA ESCOLA BRASILEIRA, É URGENTE MAIS APRENDIZADO E MENOS VIOLÊNCIA –
Levantamentos estatísticos que se sucedem com piora de resultados revelam o drama dos professores nas escolas, que chegam a ser agredidos por alunos, e isso não é novidade. Tais fatos inquietantes acontecem em São Paulo, no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Norte.
Em recente reportagem do O Estadão, é citado que no primeiro semestre deste ano, foram registrados mais de 500 boletins de ocorrência de agressão física de alunos contra professores na rede de ensino paulista, o que dá uma média de três por dia. Em que pese medidas das autoridades para coibir tais ocorrências sejam anunciadas, a violência contra professores continua a acontecer no Estado de São Paulo. Os dados foram levantados pela reportagem do jornal citado no âmbito das escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio do estado.

No Rio a situação se agrava quando as instituições estão na periferia ou nos arredores das comunidades situadas nos morros. Nesse caso a sequência de aulas é interrompida quando das batidas policiais ou na ocorrência de tiroteios nesses logradouros, que necessitam de atenção pública. Crianças são atingidas por balas, ditas “perdidas”, mas que no caso têm endereço certo, e nada se providencia para aplacar essa vergonha que assume ares de desatenção da esfera pública.
Não há dúvida que é um desafio multidisciplinar e diretamente à autoridade exposta à crítica pública. Fatores são elencados pelos diferentes órgãos de assessoria educacional, um deles a questão da família, ou seja, a desestruturação do núcleo familiar a indicar que o “mal” da delinquência começaria em casa. Até que ponto seria verdadeira essa hipótese? Na escola há a verificação de quebra de disciplina, e até que ponto a escola possui quadros funcionais que cuidam desse princípio fundamental para o atendimento escolar? Antigamente havia o bedel, que eram estudantes de licenciatura em maioria e aproveitados nesse digno mister. Antecipar a sala de aula (o templo do professor e do aluno) para que tudo transcorra como se deseja, um ensino de qualidade. No mais grave dos panoramas, há a sedução das drogas, que circundam a clientela escolar de maneira aviltante, e o Brasil não pode perder essa guerra, tal qual os 7 x1 que tomou na recente Copa do Mundo de futebol.

Em resumo, esse tipo de violência, sabemos bem, não é exclusivo de regiões e populações mais carentes. Desde o governo central ao dos estados, e prefeituras, deve haver incentivo para a melhora da perspectiva profissional para fazer face ao tráfico repugnante, que diminui a avaliação de qualquer nação que se queira progressista e inovadora.

Realmente é uma guerra desmedida, que enlaça a sociedade aos governos, por meio da crítica e da exigência para que medidas nesse viés educacional não sejam negligenciadas, nem mesmo contemporizadas.

 

Luiz SerraProfessor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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