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Motoristas e entregadores por aplicativo protestam em Natal contra projeto de lei que regulamenta serviços

Protesto causa interdição de rua do centro de Natal, ao lado da prefeitura da cidade — Foto: Philipe Salvador/Inter TV Cabugi

Motoristas e motoentregadores por aplicativo realizaram um protesto na manhã dessa terça-feira (14) contra um projeto de lei nacional que visa a regulamentação dos serviços em todo o país.

O ato causou interdição do trânsito nas imediações na Praça 7 de Setembro, perto da Prefeitura da capital e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no centro da cidade.

Os manifestantes iniciaram o protesto na Zona Sul e seguiram em carreata para o centro da cidade para cobrar mobilização de deputados estaduais, vereadores e ocupantes de outros cargos políticos contra o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.

O projeto de lei 152/2025 seria votado em primeira discussão nesta terça-feira (14), mas foi retirado da pauta na Câmara dos Deputados, em Brasília, após pedido do líder do governo, José Guimarães (PT).

Atos também foram realizados em outras cidades do país.

De autoria do deputado federal Luiz Gastão (PSD), a proposta, segundo os motoristas, prioriza apenas as plataformas digitais e não dá voz ou garante qualquer segurança para quem opera e atende os passageiros.

Segundo Berverly Ramalho, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Aplicativos de Transportes do Estado do Rio Grande do Norte (Sintat/RN), a categoria cobra aumento da tarifa mínima, redução dos valores recolhidos pelos aplicativos e garantia de direitos dos profissionais.

“A PL não tem nada para a categoria. Ela só tem direitos para os patrões. Dá direito deles bloquearem a gente sem o direito da gente falar. Dá direito deles fazerem o que quiserem nas retiradas. Tem viagens hoje em que as empresas estão tirando 50%. Tem viagem que o passageiro paga R$ 70 e nós recebemos R$ 30, R$ 35. Nós queremos que as plataformas tenham um limite. Até porque os carros são nossos, pneu, gasolina. E tudo está aumentando”, afirmou.

O motoentregador Carlos Marx começou a trabalhar com aplicativos pouco antes da pandemia da Covid-19, em 2020, e diz que, desde então, a situação dos profissionais se tornou cada vez mais precária.

“A categoria está muito defasada há muito tempo e isso foi o que reuniu as pessoas. Entra sai ano e sai ano, e a taxa de quilometragem continua a mesma. Nosso serviço continua sendo essencial. A gente não entrega só alimentação, mas remédio, todo tipo de mercadoria, faz mover a economia da cidade, e não tem visto valorização”, ponderou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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