Os investigados da Operação Pleonexia II, que apura um esquema de lavagem de dinheiro a partir de fraudes financeiras envolvendo investimentos em energia solar, usavam uma loja de carros de luxo para lavar dinheiro e também debochavam das vítimas da fraude, segundo a Polícia Federal.
Em uma das conversas por mensagens que foi interceptada pela polícia, um dos investigados chega a admitir que o negócio se tratava de um esquema de pirâmide financeira e que “sempre tem um otário para cair”. Em seguida, ele ri.
A Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira (5) um advogado, em Natal, e um empresário, em São Paulo, e apreendeu mais de 75 veículos de luxo em uma concessionária de três andares também na capital paulista. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Mandados também foram cumpridos na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A polícia acredita que cerca de 6,3 mil pessoas foram lesadas na fraude.
As conversas captadas pela polícia também mostram os golpistas dizendo que as vítimas fecham contratos “mesmo que não esteja nada funcionando”, em referência a painéis solares que sequer produziam energia.
Um deles também pergunta, em outra mensagem, se um apartamento que aparece em uma foto pertence a ele e recebe a resposta que sim. “Mano, eu nem sei o que eu tenho”, diz ele.
Fonte: G1RN
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