Categories: Blog

Estudo inédito revela como o clima extremo transforma a floresta e a vida de quem depende dela

Um estudo divulgado nessa quarta-feira (12) na COP30 revela como o clima extremo está transformando a floresta e a vida de quem depende dela. Quem conta é a Sônia Bridi.

O planeta mais quente se manifesta. E a cada evento extremo, em qualquer parte do planeta, famílias são despedaçadas, desalojadas, perdem suas safras, seu meio de vida, perdem a vida.

Na Amazônia, os eventos climáticos foram medidos. Os números são impressionantes: 5.792 eventos climáticos extremos na Amazônia entre 2000 e 2022. Os prejuízos somados chegam a R$ 5,7 bilhões; 1,8 milhão de pessoas afetadas todos os anos – a maioria indígenas e ribeirinhos. A economia da região inteira foi afetada.

“A Amazônia perdeu o referente a, vamos dizer, quase 6% do crescimento do PIB com desastres climáticos na região”, afirma Patrícia Pinho, cientista do IPAM.

 

Deixou de crescer 6%. E isso dificultou o apoio às vítimas e novo crescimento econômico.

“As pessoas vão empobrecendo. A mudança climática, na realidade, é um fator de empobrecimento crônico na região”, diz Patrícia Pinho.

 

Edite mora em Belém, na mesma casa há 25 anos:

“Eu acho que nós passamos uns 7, 8 anos, uma maravilha, como diz, paraíso”, conta.

 

Agora, a casa alaga várias vezes no ano.

“Esse piso aqui, eu já vou fazer… Esse é o segundo. O primeiro era de madeira, era de assoalho. Depois fizemos um piso, esse aqui é o segundo. Eu vou fazer o terceiro piso”, conta Edite.

A Nobel de Economia Esther Duflo está em Belém defendendo uma ideia que pode ajudar gente como a Edite. A proposta sequer está na mesa de negociações, mas Duflo está buscando apoio. Dinheiro direto para vítimas do aquecimento global, sem intermediação dos governos. O PIX do clima. Uma ajuda pontual.

“Temos um princípio. É um princípio moral. Chama-se ‘quem polui paga’. São principalmente as emissões nos países ricos que estão prejudicando pessoas nos países pobres”, afirma Esther Duflo. .

 

E esses países ricos não estão apoiando nem o financiamento de adaptação, nem a transição energética nas nações pobres. Em contrapartida, os governos dos países pobres fariam mais para combater o aquecimento.

“Aqui, todo mundo contribui um pouco, mas recebe algo. E o planeta sai ganhando”, diz Esther Duflo.

 

 

 

 

Fonte: Jornal Nacional

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1050 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3010 EURO: R$ 5,9200 LIBRA: R$ 6,9060 PESO…

8 horas ago

Ataque a tiros e com granada deixa um morto e três feridos em Assú, no RN

Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante um ataque a tiros acompanhado…

9 horas ago

Operação investiga lavagem de dinheiro em rede de autopeças no RN

Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (11) investiga um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal…

9 horas ago

Perícia não identifica causa das mortes em clínica de diálise de Mossoró

A Polícia Científica concluiu o laudo pericial sobre as mortes de duas pacientes durante sessões de…

9 horas ago

Campanha Antirrábica 2026: veja locais de vacinação deste sábado (12) em Natal

A Prefeitura do Natal realiza neste sábado (12) mais uma etapa da Campanha de Vacinação…

9 horas ago

Plutão Já Foi Planeta se apresenta no Rock in Rio

A banda potiguar Plutão Já Foi Planeta está de volta ao Rock in Rio. O…

9 horas ago

This website uses cookies.