ESTIMATIVAS POPULACIONAIS DE 2024 E FPM DE 2025 – Alcimar de Almeida Silva

ESTIMATIVAS POPULACIONAIS DE 2024 E FPM DE 2025 –

As estimativas populacionais de 2024 divulgadas pelo IBGE recomendam o exame dos novos números de habitantes dos Municípios do interior. Isto porque como o numero de habitantes é o único critério para fixação de coeficientes à vista do que é feita a distribuição de recursos do FPM, é importante conhecer se tal resultado implicará no aumento ou diminuição da receita municipal no ano de 2025.

A população de São Gonçalo do Amarante, por exemplo, aumentou de 115.838 para 123.207 habitantes mas não teve crescimento do seu coeficiente de 3,4, pois este coeficiente compreende o intervalo de 115.465 a 129.048 habitantes. O mesmo ocorrendo com Macaíba que teve sua população aumentada de 82.243 para 86.433 habitantes e se manteve no mesmo coeficiente de 2,8.

Ceará Mirim, por sua vez, com o aumento de 79.115 para 83.009 habitantes teve também elevado o seu coeficiente de FPM elevado de 2,6 para 2,8, o que implicará no incremento de recursos a receber via FPM no ano de 2025. Sendo o mesmo experimentado por Pau dos Ferros que teve sua população aumentada de 30.479 para 31.975 habitantes, consequente do que retorna ao coeficiente 1,6 do FPM em 2025, com aumento dos recursos a receber.

Para ficar apenas nos Municípios de maiores populações, muito embora este critério venha sendo reclamado há bastante tempo, porquanto a variável territorial deixando de ser considerada e suas características de dimensões, localização, topografia e outras de natureza física e ambiental. O que implica na existência de recursos naturais mais ou menos favoráveis à produção e consumo da população e seu nível de dependência de recursos públicos.

Além do que, mesmo diante do único critério do número de habitantes, verifica-se impropriedade, porque com estes novos números populacionais, 75 Municípios foram enquadrados no coeficiente 0.6. Compreendendo desde Lajes de maior população de 10.108 ao de Viçosa de menor população de 1.890, e os de populações intermediários percebendo todos o mesmo valor. De tal sorte que quanto menor o número de habitantes maior é o valor per capita dos recursos recebidos.

O que resulta em terem per capitas diferentes dos recursos, permitindo concluir-se que ou Viçosa está recebendo demais ou Lajes está recebendo de menos.

 

 

 

Alcimar de Almeida Silva, Advogado, Economista, Consultor Fiscal e Tributário

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2110 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4120 EURO: R$ 6,0510 LIBRA: R$ 7,0660…

1 dia ago

Assembleia Legislativa do RN reduz sessões plenárias para duas por semana durante período eleitoral

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) reduziu de três para duas o número…

1 dia ago

Rei Harald V, da Noruega, morre aos 89 anos após mais de três décadas no trono

O rei Harald V, da Noruega, morreu aos 89 anos nesta sexta-feira (28), informou o…

1 dia ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

1- A Meia Maratona do Sol 2026 caminha para ter a maior edição da história.…

1 dia ago

MP investiga suposto esquema que teria desviado R$ 37 milhões em recursos da saúde de Natal e do RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou nessa quinta-feira (27) a Operação…

1 dia ago

Natal tem vacinação contra a raiva neste sábado; veja pontos fixos e porta a porta

Acontece neste sábado (29) mais uma etapa da Campanha de Vacinação Antirrábica 2026, promovida pela…

1 dia ago

This website uses cookies.