Um fato muito desagradável pra Israel aconteceu recentemente quando a atriz israelense-americana Natalie Portman decidiu não ir a Israel para receber um prêmio e afirmou que não quer ser associada ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que devia discursar na cerimônia. Então, a Genesis Prize Foundation anunciou na sexta-feira (20) o cancelamento da cerimônia, após ter sido informada por um representante da atriz de 36 anos, nascida em Jerusalém, que não mais viajaria em decorrência do que vem ocorrendo na Faixa de Gaza, tendo acrescentado ainda que seria “extremamente angustiante” participar desse evento, já que não teria a “consciência livre” e que se sente impedida de ir a Israel. O prêmio é considerado como o “Nobel Judeu”, que atribui 2 milhões de dólares ao contemplado. Reconhece também o trabalho e a dedicação de uma personalidade para com a comunidade e os valores judaicos. A decisão de Natalie, que diz ser orgulhosa de ser judia, foi interpretada como uma forma radical em que Israel enfrenta os palestinos. Eu como pessoa neutra nessa região não concordo com a reação dela, embora a entenda, porque quem não está aqui e escuta os resultados desses confrontos dá a entender que Israel age de forma muito agressiva, mas não é verdade, é a necessidade de uma reação a uma ação injusta. Pelo que afirmam que se essas 38 pessoas palestinas que morreram por disparos de soldados israelenses na fronteira entre Faixa de Gaza e o Estado judeu não fossem impedidas pelo exército israelense, veríamos esse número ou muito maior de mortos pelo lado judeu. Mas, quem pensa como Natalie Portman, são as organizações de defesa dos direitos humanos que denunciam o uso excessivo da força por parte de Israel. O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a União Europeia pediram uma investigação independente. O anúncio de Portman provocou reações em Israel. A ministra da Cultura Miri Regev acusou a atriz de ter adotado a ideologia dos partidários do movimento BDS, que significa Boicote, Desinvestimento e Sanções, considerado antissemita, de isolamento econômico de Israel para por fim à sua ocupação dos territórios palestinos.

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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