A sentença de pronúncia foi assinada no dia 11 de julho de 2026 pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. A decisão determina que os dois sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
A sentença de pronúncia não representa condenação, mas o entendimento de que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja julgado por jurados.
Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva dos dois acusados. Segundo o juiz, permanecem os fundamentos apresentados anteriormente, como a gravidade da acusação, o emprego de arma de fogo de uso restrito e relatos de temor de testemunhas.
Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza foram mortos a tiros no dia 12 de maio de 2025, por volta das 18h50, enquanto trafegavam pela Avenida Olavo Lacerda Montenegro, entre os bairros Parque das Nações (Coophab) e Nova Parnamirim.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Jordan conduzia um Fiat Uno Way verde e Mariana estava no banco do passageiro quando um Fiat Uno branco teria se aproximado do veículo. Conforme a acusação, Leandro teria efetuado disparos de arma de fogo contra o casal.
Jordan morreu ainda no local. Mariana foi socorrida e levada ao Hospital Deoclécio Marques de Lucena, mas morreu no dia seguinte em razão dos ferimentos.
Após os disparos, testemunhas relataram que Mariana conseguiu sair do veículo e pedir ajuda. Conforme depoimentos registrados no processo, ela teria informado a pessoas que prestaram socorro quem seria o responsável pelos tiros.
Durante as investigações, a Polícia Civil apontou a participação de Leandro e, posteriormente, de Luana Ludmylla Freire dos Santos, que era ex-companheira de Jordan e atual companheira de Leandro.
Leandro foi preso pela Polícia Civil no dia 22 de maio de 2025, durante as investigações do caso. Em setembro de 2025, Luana também foi presa após a Polícia apontar a participação dela no crime.
De acordo com a denúncia, Luana teria auxiliado na execução do homicídio ao conduzir o veículo utilizado na ação enquanto Leandro efetuava os disparos contra o casal.
O caso foi investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim. A denúncia inicial foi recebida pela Justiça em julho de 2025 e, após o avanço das investigações, houve o aditamento da acusação para incluir Luana como ré no processo.
O júri popular ainda terá data definida pela Justiça.
Fonte: G1RN
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