Ainda assim, os preços do petróleo no mercado internacional seguem em alta. Perto das 12h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,83%, cotado a US$ 83,99 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 0,90%, a US$ 78,84 o barril.
Mais cedo, a commodity chegou a atingir o maior nível em um mês, em meio à escalada das tensões entre os EUA e o Irã. O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.
Às 9h40, o Brent havia alcançado os US$ 86,91 (+4,33%), no maior valor desde 12 de junho, enquanto o WTI bateu os US$ 80,62 (+3,17%) e alcançou o maior patamar desde 16 de junho, antes de EUA e Irã assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento para encerrar o conflito.
Na segunda-feira (13), os preços chegaram a subir quase 10% após a escalada das tensões no Oriente Médio.
O aumento no preço do petróleo acontece após o governo do presidente Donald Trump restabelecer um bloqueio naval ao Irã e intensificar os ataques militares contra o país, apesar de um memorando de entendimento assinado em junho que previa o fim das hostilidades.
Segundo analistas, o mercado passou a incorporar o risco de que o acordo entre os dois países não se sustente.
O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores:
Na avaliação de analistas do ANZ, se as interrupções continuarem, o petróleo pode permanecer entre US$ 85 e US$ 90 por barril nas próximas semanas.
Quando o petróleo sobe, aumentam os custos de combustíveis e de transporte em vários países. Isso pode encarecer produtos e serviços, pressionando a inflação.
Nos EUA, essa preocupação ganhou força justamente no dia em que investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação de junho. O receio é que uma nova alta da energia dificulte o trabalho do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, no controle dos preços.
Além disso, declarações recentes de dirigentes do Fed reforçaram a possibilidade de os juros permanecerem elevados — ou até voltarem a subir — caso a inflação continue acima da meta.
A alta do petróleo também influenciou o desempenho dos mercados financeiros nesta terça-feira.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. Na China, o índice de Xangai avançou 1,36%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 2,15%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,52%.
No Japão, o índice Nikkei fechou em alta de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,73%. Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,43%. Já em Taiwan, o Taiex caiu 1,42%, e a bolsa australiana encerrou o pregão praticamente estável.
Na China, o bom humor dos investidores também foi impulsionado pelo avanço de 27% das exportações em junho, na comparação anual em dólares, favorecidas pela forte demanda global por chips e equipamentos voltados à inteligência artificial.
As ações do setor de energia tiveram destaque, acompanhando a valorização do petróleo.
Na Europa, o clima foi de cautela. Em Londres, o índice FTSE 100 recuava 0,3%, enquanto o FTSE 250 caía 0,7%. As perdas foram puxadas principalmente pelas ações dos setores financeiro e de viagens, que compensaram os ganhos das empresas de energia, beneficiadas pela alta do petróleo.
As ações da petroleira BP avançavam após a empresa sediada no Reino Unido afirmar que a alta do petróleo e o melhor desempenho de suas refinarias devem impulsionar o lucro do segundo trimestre.
No mercado de câmbio, o dólar permaneceu próximo das máximas em 13 meses com a expectativa de que a alta do petróleo volte a pressionar a inflação nos EUA e mantenha os juros elevados:
Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas operavam sem direção única. Os futuros do Dow Jones recuavam cerca de 0,2%, os do S&P 500 estavam próximos da estabilidade e os do Nasdaq avançavam cerca de 0,5%.
Fonte: G1
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0750 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2770 EURO: R$ 5,8100 LIBRA: R$ 6,8190 PESO…
As semifinais da Copa do Mundo 2026 têm início nesta terça-feira (14) com o jogo entre França e Espanha. Onde assistir à…
Um foragido da Justiça morreu após trocar tiros com policiais militares durante o resgate de…
Uma lei publicada na edição do Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (14) obriga…
Um despacho do Ministério Público (MPRN) que embasa uma audiência com representantes das secretarias estaduais…
O prefeito Paulinho Freire (União Brasil) sancionou uma lei que que prevê a cassação do…
This website uses cookies.