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‘Verme’: Polícia investiga racismo a vítima de ataque de pitbull e demora para chamar atendimento

A Polícia Civil investiga mensagens de celular enviadas pela dona do pitbull que atacou e matou um homem na sexta-feira passada (6) em Extremoz, na Grande Natal.

A mulher foi presa um dia depois do caso, segundo a polícia, após indícios de que ela “teria provocado a morte da vítima”, Francisco Paulo da Silva, de 62 anos. Ela nega as acusações.

De acordo com a delegada adjunta de Extremoz, Anna Beatriz Alves, em uma das trocas de mensagens com uma parente, a dona do pitbull disse que “o verme chegou” ao se referir à vítima.

Além disso, a polícia também investiga uma possível demora da tutora em acionar o atendimento médico após o ataque do animal ao homem.

Segundo a polícia, entre o ataque e a ligação para o socorro pode ter se passado cerca de 20 minutos. Antes de acionar o atendimento, a mulher teria ainda ligado para uma parente.

Dois celulares da mulher foram apreendidos e passam por perícia. A polícia informou que conseguiu prints de mensagens e também relatos da ocorrência que têm auxiliado na investigação.

De acordo com a delegada, a mulher negou as acusações de que o ataque teria sido proposital, ou seja, incitado por ela.

“Isso ainda está sendo apurado, está sob investigações, para gente entender a razão, a motivação de ela ter…Se ela fez, se ela provocou esse ato propositadamente, por qual razão. A gente ainda está investigando isso”, disse a delegada.

‘Verme’: polícia investiga mensagens enviadas

 

Segundo a delegada adjunta de Extremoz, Anna Beatriz Alves, enquanto o homem trabalhava na casa, a mulher fez um ligação de vídeo em que afirmou que “o verme chegou” a um parente.

“A vítima estava trabalhando nesse momento. E ela fala: ‘O verme chegou’. Ela foi questionada pela policial militar da ocorrência – a Polícia Civil ainda não tinha chegado no local dos fatos -, mas o relato da policial militar é o de que a questionou do porquê que ela teria chamado a vítima de verme. E ela mencionou que pela cor dele”, explicou a delegada.

 

Segundo a delegada, a policial militar reforçou o questionamento sobre o termo em referência ao homem.

“Ela falou: ‘Ah, mas ele também tava fedendo’. Isso consta, foi relatado pela policial militar, e pode ter tido cunho racista, xenofóbico, mas isso também ainda está sob investigação”, explicou a delegada.

 

mulher teve a prisão temporária, de 30 dias, decretada. Segundo a delegada adjunta, a polícia pretende encerrar o inquérito policial neste período. O resultado do laudo necroscópico e a oitiva de mais testemunhas vão auxiliar nas investigações.

investigada tem histórico criminal de estelionato e extorsão.

Demora para atendimento médico

 

A delegada disse que a polícia investiga os motivos de uma possível demora da mulher para acionar o atendimento médico.

Isso porque há registros no celular que mostram um contato da tutora do pitbull com uma parente informando sobre o ocorrido às 12h08, enquanto a ambulância teria sido chamada às 12h29 – com mais de 20 minutos de diferença.

“Preliminarmente nós temos os prints de mensagens entre ela e a irmã dela, que é uma pessoa que mora em outro estado, não mora aqui. E, nesses prints, minimamente restou demonstrado que pela troca de mensagens – isso ainda será apurado -, mas ela teria ligado para essa irmã, após a vítima ter sido atacada”, explicou a delegada.

“Ela demorou uns por volta aí de 20 minutos entre a vítima – a gente não tem exatamente o horário em que a vítima teria sido atacada – e o horário que ela ligou para a irmã. Então aí também pode ter um lapso temporal, mas o lapso temporal certo é que tem é esse: entre ela ter feito a ligação de vídeo para a irmã de 12h08, já mostrando a vítima ensanguentada”, completou.

 

Como o ataque teria ocorrido

 

A dona do pitbull disse à polícia que o cachorro estava dentro de um quarto fechado quando o homem trabalhava na limpeza do terreno, mas que teria conseguido abrir a maçaneta – uma alavanca – e chegou à área externa por uma janela.

“Supostamente esse cão teria, ele mesmo, aberto. Um animal de grande porte. Foi o que ela alegou no dia dos fatos em que chegamos lá, que ele mesmo foi quem teria aberto essa porta e saído até chegar ao encontro da vítima. E ela estava lá fora na parte do quintal”, disse a delegada.

A tutora do animal informou á polícia que isso nunca teria acontecido antes.

“[Ela] acredita que ele teria, como ele é um animal de grande porte, ficado em pé e teria batido a pata nessa alavanca. Ele teria atravessado essa parte que é uma janela de vidro, que não é tão alta, é uma janela mais baixa, mais longa, mais comprida, e ele teria passado por essa parte da casa, que estava aberta”, disse.

Segundo a polícia, após o caso. o cachorro foi levado por um adestrador para um hotel de cães e vai passar por exames e outros procedimentos em busca de um novo lar.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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