Ana Luíza Rabelo
Depois do lançamento do livro “O Segredo”, as pessoas começaram a dar mais atenção aos pensamentos. Segundo vários estudos científicos, nós usamos apenas dez por cento do nosso intelecto. Essa informação, mesmo estando gravemente desgastada pela sua menção constante, ainda precisa ser muito discutida porque nós ainda não somos conhecedores de como utilizar os outros noventa por cento e quais serão os benefícios trazidos à raça humana quando estivermos de posse de toda essa capacidade.
Desde os tempos imemoriais, relatos sobre a existência de pessoas com poderes paranormais nos impressionam, mas o que deveria nos impressionar, de fato, é que (e todos sabemos disto) qualquer pessoa que se disponha a treinar poderá tornar-se capaz de realizar qualquer coisa, mesmo aquilo que foi caracterizado como impossível por quem não se dispõe a fazê-lo.
A recém-criada prática denominada “Le Parkour” é um exemplo maciço de onde se pode chegar quando se está realmente disposto. É um exemplo clássico de onde pode chegar a capacidade humana, já que é de conhecimento comum que a gravidade é uma força incontestável e é tolice desafiá-la, mas ela só será insuperável até o ponto em que desejarmos. Hoje, com a fluidez de informações e facilidade de divulgação ofertadas pela internet, temos acesso, quase que diariamente, a peripécias humanas antes inimagináveis. Tudo graças à determinação e ao treino. Tudo graças à vontade de superar os limites que criamos para nós mesmos.
Constantemente, nós nos lembramos que algumas coisas são inevitáveis ou impossíveis. O que estamos fazendo nada mais é do que condicionar nossa mente para impor-lhe limite e, frequentemente, esquecemos que a força de vontade e firmeza de pensamentos podem alterar o inalterável e transformar em possível o que fora impossível antes de tentar.
Segundo o site Wikipédia, cem metros livres é uma modalidade de natação de estilo livre cujo recorde mundial era de um minuto, cinco segundos e oito centésimos no ano de 1905. Em trinta de junho de 2009, esse recorde foi quebrado pelo brasileiro Cesar Cielo, que completou a prova em quarenta e seis segundos e noventa e um centésimos. Isso mesmo! Mas em 1905 seria impossível alguém realizá-la no tempo gasto hoje. Era impossível até acreditar-se que não.
Todo o poder do mundo está na nossa cabeça. Dentro de cada um existe uma âncora e um balão, e cabe a você, todo dia, escolher se deseja ficar ali, parado, ou se quer voar céu afora com seus pensamentos.
Ana Luíza Rabelo – Escritora e advogada (rabelospencer@ymail.com)
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