LEUCEMIA: OS SINAIS QUE NÃO PODEM SER IGNORADOS – Luiz da Costa Nepomuceno Filho

LEUCEMIA: OS SINAIS QUE NÃO PODEM SER IGNORADOS –

Às vezes, o corpo fala em sussurros. Um cansaço que não passa, uma palidez que chama atenção, manchas roxas que surgem sem explicação. Em meio à rotina, esses sinais podem parecer pequenos demais para preocupar. Mas, quando se trata de leucemia, ignorá-los pode custar tempo — e tempo, nesse contexto, é vida (CASA DURVAL PAIVA, 2018).

A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, local onde o sangue é produzido. Em vez de fabricar células saudáveis, a medula passa a produzir glóbulos brancos anormais, que não cumprem sua função de defesa e ainda atrapalham a produção das demais células do sangue. O resultado é um organismo vulnerável, mesmo quando, externamente, a doença ainda parece invisível (VIEIRA; DOS SANTOS; LOPES, 2025).

Entre os sinais mais comuns estão a fadiga intensa e persistente, palidez, febre frequente ou prolongada, infecções repetidas, sangramentos nasais ou gengivais, manchas roxas pelo corpo, dores ósseas e aumento dos gânglios (ínguas), especialmente no pescoço, axilas ou virilha. Em crianças e adolescentes, esses sinais podem ser confundidos com viroses comuns ou “dores do crescimento”, o que reforça a importância do olhar atento de familiares e profissionais de saúde (INCA, 2023).

Do ponto de vista científico, esses sintomas têm explicação clara: a redução das células normais do sangue. A falta de glóbulos vermelhos causa anemia e cansaço; a queda das plaquetas facilita sangramentos e hematomas; e o mau funcionamento dos glóbulos brancos aumenta o risco de infecções. Não é exagero, nem alarme desnecessário — é fisiologia, é evidência clínica (American Cancer Society, 2022).

A boa notícia é que a leucemia, quando diagnosticada precocemente, apresenta altas chances de cura, especialmente na infância. Exames simples, como o hemograma, podem ser decisivos para levantar a suspeita e acelerar o encaminhamento para o tratamento adequado (INCA, 2023).

Falar sobre leucemia é, acima de tudo, falar sobre atenção e cuidado. É aprender a ouvir o corpo, a valorizar sinais persistentes e a não normalizar o que foge do habitual. Porque reconhecer cedo não é apenas um ato de informação — é um gesto de amor, que pode mudar completamente a história de uma vida (CASA DURVAL PAIVA, 2018).

Luiz da Costa Nepomuceno Filho – Coordenador do Diagnóstico Precoce – CRBM2: 11928 | CRF/RN: 6776
As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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