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Tartaruga desova ao lado de muro de hotel e pesquisadores transferem ninho para área segura em Natal: ‘Caso excepcional’

Transferência visa garantir a segurança da ninhada — Foto: Cedida

Um ninho de tartaruga foi identificado ao lado do muro de um hotel na Praia de Ponta Negra, Zona Sul de Natal. Para garantir a segurança da ninhada, pesquisadores do Projeto Cetáceos, da UERN, fizeram a transferência da estrutura para uma área próxima e segura.

Segundo Flávio Lima, professor que coordena o projeto Cetáceos da Costa Branca, os ovos devem eclodir entre 50 e 60 dias.

O ninho foi transferido para uma área próxima, longe do muro onde a desova tinha sido feita anteriormente. “É um caso excepcional”, disse o pesquisador.

Para o especialista, existe a possibilidade da tartaruga ter nascido naquela região e retornado para fazer a desova.

“O animal, quando nasce, mapeia o trajeto do ninho até o local. Possivelmente, essa tartaruga nasceu naquele local há 20, 30 anos e não existia o muro ali. A gente ficou preocupado com a situação”, afirma o pesquisador.

Os pesquisadores não conseguiram apontar de qual espécie são os ovos, já que esse trabalho é feito apenas quando há a eclosão. A região para onde o ninho foi transferida será monitorada para garantir que os animais que nascerem cheguem ao mar.

Resgate

 

O Projeto Cetáceos foi chamado ao local pelo Corpo de Bombeiros. Os militares foram acionados por populares que afirmaram ter visto o ninho exposto.

Participaram da transferência cinco profissionais (três veterinários e dois biólogos) em uma ação que visa reproduzir, com o máximo de semelhança, a estrutura original do ninho nesse novo local.

“Fazemos a identificação do local e vamos retirando a areia aos poucos. O ninho é retirado por camadas e a areia dele é colocada no recipiente. Num local seguro, o mais próximo possível, reproduzimos o mesmo ninho. Cavamos no diâmetro e profundidade idênticos ao que foram encontrados e os ovos são colocados em camadas”, afirma o professor.

De acordo com o projeto, foram contabilizados 93 ovos. A atuação dos pesquisadores visa manter as tartarugas em condições de viver em mar aberto. Segundo os pesquisadores, apenas uma ou, no máximo, duas tartarugas de cada mil ovos depositados chegam a idade adulta.

“O sucesso depende muito. Quando a tartaruga chega ao mar, começam os riscos e ameaças. Riscos são os predadores e as ameaças são as atividades humanas”, pontuou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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