Quem definirá valores serão operadores parceiros, mas a fabricante vê quatro fatores para acreditar que o serviço não será restrito a um público “VIP” como acontece hoje com helicópteros:
O executivo fez a declaração no Web Summit, feira de tecnologia e inovação realizada em novembro, em Lisboa. Segundo ele, os preços podem cair pela metade com melhorias na aeronave, chamada oficialmente de eVTOL (sigla em inglês para “veículo elétrico de pouso e decolagem vertical”).
Um dos principais desafios para os “carros voadores” é ampliar a infraestrutura, o que inclui ajustes no controle de tráfego aéreo, compra de carregadores para aeronaves e a criação de vertiportos, locais de pouso e decolagem menores do que helipontos e que darão mais opções de destinos para viagens.
“Isso demanda um volume [de passageiros] e o próprio volume ajuda a manter os custos mais próximos do que é um modal terrestre. É isso que a gente está buscando”, explicou Stein.
A ideia da Eve é criar uma aeronave que permita aos parceiros oferecerem viagens até 50% mais caras do que as de táxi. E, mesmo que o preço seja um pouco maior que isso, a empresa acredita que o voo com “carro voador” ainda será bem mais barato do que um com helicóptero.
A Eve não divulga preços estimados para as futuras viagens com sua aeronave. Em 2021, a empresa fez um teste de rota no Rio de Janeiro com bilhetes por R$ 99. O experimento usou helicópteros e serviu para entender como seria a operação com os “carros voadores”.
Outras empresas também têm anunciado que seus “carros voadores” terão preços acessíveis. A Joby Aviation, uma das mais conhecidas do mundo, disse em 2021 que as viagens em seu eVTOL custarão US$ 3 por milha (cerca de R$ 15 a cada 1,6 km), o que é comparável com serviços como Uber.
Segundo Stein, a aeronave da Eve terá autonomia para cobrir toda a região metropolitana de São Paulo e será uma alternativa para situações específicas.
“A gente não tem a pretensão de resolver o problema de trânsito na cidade. A ideia é justamente trazer mais uma opção para as pessoas, e não necessariamente algo para você usar todo dia para ir para o trabalho”, afirmou.
Os valores serão definidos por empresas parceiras, como as que vão operar os veículos, administrar pontos de pouso e decolagem e vender o serviço em uma plataforma própria, como um aplicativo.
“O preço da passagem vai depender do operador e do mercado porque parte do preço não é só o custo de operação”, afirmou Stein. Isso porque mão de obra e infraestrutura, por exemplo, são despesas que podem variar de um local para o outro.
A aeronave da Eve está sendo planejada para estar o mais preparada possível para direção autônoma quando estiver pronta, mas ela não será usada no início. A ideia é reunir dados sobre os voos e, então, trabalhar com órgãos regulatórios para aprovar um modelo sem piloto.
A tendência é que essa alteração também ajude a baratear passagens. “Esse mesmo veículo de quatro assentos mais o piloto poderia chegar a seis, porque você tira o piloto e o cockpit”, disse Stein. Mas o executivo adianta que a mudança não acontecerá de um dia para o outro.
“A expectativa é que as duas coisas [eVTOLs com e sem piloto] convivam por um bom tempo, não só em países diferentes como mesmo dependendo do operador [no mesmo país]. Um poderá preferir ter o piloto, outro já ir para o autônomo”.
No momento, a Eve já atua com órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pensando na certificação da aeronave. E, segundo a empresa, o objetivo principal não é ser a primeira a colocar um “carro voador” em operação, e sim, entregar a melhor aeronave.
“Existem muitos desafios na parte de certificação”, disse Stein. “Baseado na nossa experiência, a gente foi um pouquinho mais assertivo. Essa é uma das razões que a gente está um pouquinho depois [do que outras empresas]”.
Fonte: G1
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