O fogo teria começado após um raio cair na vegetação, próximo à BR-471, em Santa Vitória do Palmar.
Com quase 33 mil hectares, a reserva natural abriga centenas de espécies de animais, alguns ameaçados de extinção.
A Estação Ecológica do Taim foi criada por decreto em 1986. A administração é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
Em 2013, a reserva foi atingida por um incêndio. As chamas consumiram área total de 5,6 mil hectares, superando o incêndio registrado em 2008.
A unidade de conservação fica localizada entre o Oceano Atlântico e a Lagoa Mirim, na planície costeira do RS. A maior parte da reserva fica dentro dos territórios dos municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.
A reserva do Taim tem quase 33 mil hectares de extensão. São cerca de 330 km quadrados, área semelhante à de Belo Horizonte (MG).
Com bioma marinho costeiro, o Taim preserva banhados (terrenos alagadiços), lagoas, campos, dunas e matas. A estação abriga uma grande diversidade de espécies de vegetais e animais.
A Estação Ecológica do Taim é um lugar de abrigo, alimentação e reprodução de muitas espécies, considerada um dos criadouros de maior significado ecológico do sul do Brasil, conforme o ICMBio.
O Taim registra 300 espécies de plantas, principalmente herbáceas, sendo que nove delas são ameaçadas. No local, predomina a vegetação campestre e a inexistência de espécies endêmicas, devido a esta planície ser geologicamente recente, afirma o ICMBio.
Em 2017, o Taim foi reconhecido como uma das principais áreas ambientais do mundo pela Convenção de Ramsar, criada na década de 1970 no Irã, e reconhecida legalmente no Brasil em 1996.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a inclusão da reserva do Taim na Lista Indicativa de Patrimônio Natural Mundial é justificada pelo fato de ser um representativo ecossistema brasileiro.
“Há muitas espécies de animais, especialmente aves, que estão ameaçadas pelas crescentes mudanças que afetam o terreno pantanoso, uma vez que tem sido usado para pastagem e cultivo, sem qualquer tentativa de preservar a vida selvagem. Esse processo poderá levar à extinção espécies como a lontra, o ratão-do-banhado e o crocodilo, dentre outros”, diz o Iphan.
Fonte: G1
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