Categories: Blog

STF pode sustar efeito de lei sobre royalties nas próximas semanas

Em uma das possíveis decisões do futuro relator do caso – que será sorteado a partir da chegada de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) -, o ministro poderia levar imediatamente ao plenário a decisão de conceder ou não uma cautelar que suspenda os efeitos da lei aprovada no Congresso.

Na última quinta-feira, o Congresso derrubou o veto parcial da presidente Dilma Rousseff à lei, terminando com o direito dos Estados produtores de receber royalties como indenização pelas áreas atingidas na exploração de petróleo. Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo prometeram entrar com Adin no STF assim que a lei fosse promulgada, o que deve ocorrer na próxima semana. A presidente tem 48 para promulgar a lei, que ainda não foi enviada pelo Congresso ao Executivo. “Esta seria uma das três possíveis ações do relator, que tem liberdade para decidir o encaminhamento do pedido”, afirmou à Reuters o secretário de Comunicação do STF, Wellington Silva. “Em tese, o tema poderia ir ao plenário já na quarta-feira, caso a Adin já tiver chegado ao Tribunal”, acrescentou.

A decisão de sustar os efeitos da lei até a decisão final sobre a Adin ocorre caso os Estados produtores entrem com o pedido de cautelar –o que Rio e Espírito Santo já indicaram que farão nos próximos dias. As duas outras possibilidades, segundo o tribunal, seriam não levar ao plenário o pedido de cautelar e encaminhar aos órgãos pertinentes, como a Advocacia Geral da União (AGU), pedidos de informações, para então tomar uma decisão sobre o tema. Ou, ainda, não conceder a cautelar, o que faria com que a lei aprovada e vetada já estivesse valendo, e dar encaminhamento à análise da Adin –com pedidos de informação aos órgãos e preparação de voto para levar ao plenário o tema.

Três ministros da corte afirmaram, sob condição de anonimato, que é bastante provável que o tema ganhe prioridade na corte, o que poderia significar uma apreciação da Adin em três a quatro meses, pois é necessário respeitar prazos legais de tramitação. Todos os três afirmaram que a corte não pode levar em conta a pressão do governo do Rio, que decidiu suspender todos os pagamentos não obrigatórios Estado, com exceção dos salários dos servidores públicos, até uma decisão do STF sobre a Adin a ser proposta pelo Estado.

O governo do Rio tem estimado perdas anuais de arrecadação de 3,1 bilhões de reais com a derrubada dos vetos. O governo do Espírito Santo diz que terá perdas de 4,7 bilhões de reais em seus cofres até 2020. A polêmica sobre a divisão dos royalties do petróleo começou quando o governo decidiu criar um novo marco regulatório para a exploração do óleo no país, determinando que os campos do pré-sal seriam licitados pelo regime de partilha e não mais por concessão.

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1180 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3260 EURO: R$ 5,9100 LIBRA: R$ 6,9080 PESO…

6 horas ago

Vasco vence o Fluminense e avança às quartas de final da Copa do Brasil

Deu Vasco de novo! Assim como ano passado na Copa do Brasil, os vascaínos levaram…

7 horas ago

ABC x Nacional-AM: ingressos para jogo do acesso estão esgotados

O ABC já tem casa cheia garantida para a decisão contra o Nacional-AM, pelas quartas…

8 horas ago

RN registra maior nota da série histórica do Ideb e fica em 18º entre redes estaduais no ensino médio

O Rio Grande do Norte alcançou a maior nota da série histórica, iniciada em 2005,…

8 horas ago

RN tem média de 51 atendimentos diários por acidentes de trânsito; 64% das vítimas são motociclistas

O Rio Grande do Norte registrou uma média de 51 atendimentos hospitalares por dia em decorrência de…

8 horas ago

Justiça condena dupla de fugitivos de Mossoró e mais quatro homens que deram apoio à fuga

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou seis pessoas na ação penal que…

8 horas ago

This website uses cookies.