A mais longa estiagem dos últimos 100 anos no Rio Grande do Norte está mudando a vida dos potiguares. Está é a primeira vez na história que Natal passa por um racionamento de água. O rodízio começou no dia 8 de fevereiro deste ano e atinge cerca 70% dos 350 mil habitantes da Zona Norte da cidade, a região mais populosa da capital.
O racionamento, segundo a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), tem caráter preventivo e se faz necessário em virtude do rebaixamento no volume de água da Lagoa de Extremoz. “É uma situação ímpar. Esta é a primeira vez que a capital passa por essa situação. Pela primeira vez o nível de água ultrapassou o nível de alerta”, explica o gerente da Caern, Lamarcos Teixeira.
A medida foi tomada quando o nível da lagoa atingiu 37,8% da capacidade, o que podia comprometer o ponto de captação. O rodízio funciona em regime de escala, onde a cada dois dias os locais afetados recebem água. “O rodízio acontece para prevenir o esvaziamento da Lagoa de Extremoz neste momento em que as chuvas ainda não chegaram”, explica Lamarcos, que ressalta o modo de operação do rodízio: “Acontece com um dia de abastecimento e dois dias sem”.
Dede o início da operação, o nível da lagoa já chegou a atingir 60% da capacidade, mas, segundo Lamarcos, está há duas semanas se mantendo com 50% da totalidade. “O nível da lagoa tem se mantido com essa capacidade de bombeamento. Apesar do rodízio, não vemos uma crise. Existem dificuldades pontuais, mas, em geral, conseguimos passar por esse período crítico”, afirma Lamarcos.
No dia 23 de março, o governo do Rio Grande do Norte decretou, por mais 180 dias, a situação de emergência em 153 municípios do estado – o equivalente a 91,6% das 167 cidades que compõem o território potiguar.
De acordo com a Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca (SAPE), a estiagem já causou prejuízos de mais de R$ 4 bilhões, o que representa uma redução superior a 50% na contribuição do setor rural para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do RN. Os prejuízos também atingiram a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). São mais de R$ 38 milhões de prejuízo somente nos anos de 2015 e 2016.
Atualmente, 76 cidades estão com algum tipo de rodízio de abastecimento e 18, em colapso hídrico – quando a companhia que fornece água admite não ter condições de manter o abastecimento e as cidades passar a ser fornecimento por caminhões-pipa. Estão em colapso: Almino Afonso, Antônio Martins, Francisco Dantas, João Dias, José da Penha, Luís Gomes, Marcelino Vieira, Paraná, Pilões, Rafael Fernandes, São Miguel, Serrinha dos Pintos, Tenente Ananias, Venha-Ver, Bodó, Cruzeta, Lagoa Nova e Tenente Laurentino Cruz.
Fonte: G1RN
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